sábado, 19 de maio de 2007

DE MURILO MENDES

[] Prefiro a nuvem ao ônibus.
[] A poesia é a teoria dos homens e a prática dos deuses.
[] É muito difícil saber pecar em profundidade.
[] Só se aprende o que se precisa saber.
[] O sonho é o pensamento em férias.

( in O discípulo de Emaús, 1945 )


BALAIO PORRETA 1986

nº 2022

Rio, 19 de maio de 2007



A BIBLIOTECA DOS MEUS SONHOS

666 livros indispensáveis (16/111)


Geração alternativa – Antilogia poética potiguar [anos 70/80], de J. Medeiros (org.). Natal: Amarela Edições, 1997, 342p. [] Do poema/processo à poesia marginália, da poesia marginália ao poema/processo: o mais completo roteiro da poeticidade experimentária norte-rio-grandense em duas décadas de atuação & agitação. São muitos os poetas presentes: Avelino de Araújo, Bosco Lopes, Carlos Gurgel, Carlos Humberto, Carlos Jucá, Charlier Fernandes, Dácio Galvão. E mais, e muito mais. Entre outros: Dailor Varela, Eduardo Gosson, Eli Celso, Enoch Domingos, Falves Silva, Fátima Amaral, Franklin Capistrano. Poder-se-á citar, ainda, os nomes de Horácio Paiva, Jarbas Martins, João da Rua, João Gualberto, Jóis Alberto, J. Medeiros, Leontino Filho, Marize Castro.


Processo: linguagem e comunicação, de Wlademir Dias-Pino. Petrópolis: Vozes, 1973. [] Teoria, crítica e prática do poema/processo: seus principais documentos e alguns de seus poemas mais importantes, poemas de Alvaro de Sá e Nei Leandro de Castro, Neide Dias de Sá e Fernando Guimarães, Joaquim Branco e Dailor Varela, Ronaldo Werneck e Walter Carvalho. Poemas de Wlademir Dias-Pino e Talita Magger, Oscar Kellner Neto e José Arimathéa, Hugo Mund Jr. e Pedro Bertolino, Anchieta Fernandes e Frederico Marcos. Poemas de Dayse Lacerda e Sebastião Carvalho, Ronaldo Periassu e Arabella Cunha, Iaperi Araújo e William Dias, Celso Dias e Sônia Figueiredo, Lara de Lemos e Moacy Cirne: os múltiplos caminhos do poema/processo.


Poemics [12 x 9 + n], de Alvaro de Sá. Rio de Janeiro: ed. Do Autor, 1991. [] A mais radical e criativa experiência no campo da visualidade poética a partir dos referenciais teóricos do poema/processo, tendo em vista o primado estético e estrutural das histórias-em-quadrinhos. Cores, gráficos e cortes que, através de versões, engendraram outros poemas dos mais diversos poetas. Aquí, “O poema surge da predominância do exercício da função poética sobre as demais funções semióticas. Os signos específicos da linguagem dos comics são o objeto da perfomance, plasmando valores e significantes, vazios de referentes”. Ou, ainda, segundo o próprio AS: “comunicação integral / internacional através do processo”. [Cf. blogue do Poema/Processo.]


Germens, de Hugo Mund Jr. Brasília: Ed. do Autor, 1977 [] Imagens matriciais, constelações gráficas, textos significantes, codificações, escritas, sonhos, poemas & projetos, sob o signo da experimentação poética, marcada, em alguns momento, pelo poema/processo, de 1967 a 1977. Seria o livro de Hugo Mund um “breviário de educação visual”, como disseram alguns? Talvez seja mais do que isso. A poesia como substância gráfico-emocional: o poema como realidade gráfico-semiótica. Num dos primeiros poemas, suas admirações efetivas: anchietafernandesalvarodesaaloisiomagalhaes / (...)

gejoaquimbrancojeanclaudemoineaujosepiresba / (...)

shallmcluhanmarcioalmeidamanuelqueijodonimai (...).


Noigandres 5: antologia do verso à poesia concreta, de Augusto de campos e outros. São Paulo: Massao Ohno, 1962 [] Poemas concretos dos cinco integrantes do Grupo Noigandres: Haroldo de Campos, Décio Pignatari, José Lino Grunewald, Ronaldo Azeredo e Augusto de Campos. Algumas das produções mais conhecidas da vertente noigandres da poesia concreta (as outras duas são a semiótico-espacional de Wlademir Dias Pino – das três, a mais criativa – e a substantivo-expressional de Ferreira Gullar): LIFE e terra, de Décio Pignatari; nascemorre e ver navios, de Haroldo de Campos; tensão e ovonovelo, de Augusto de Campos; velocidade e oesteleste, de Ronaldo Azeredo; rio raio e vai e vem, de José Lino Grunewald.


Revista de Antropofagia [reedição facsimilar : 1ª e 2ª dentições (1928-1929)], por Oswald de Andrade. Intr. Augusto de Campos. São Paulo: Metal Leve, 1976. [] Nos anos 20, o apogeu criativo do modernismo através de Oswald de Andrade e de, entre outras figuras importantes, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Luís da Câmara Cascudo, Jorge de Lima, Ascenso Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Rosário Fusco, Yan de Almeida Prado, Marques Rebello, Jorge Fernandes, Menotti Del Picchia, José Américo de Almeida, Antônio de Alcântara Machado, Guilherme de Almeida, Pedro Nava. “Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamenmte. Philosophicamente. /.../ Tupy or not tupy, that is question”.

6 comentários:

Bosco Sobreira disse...

Meu caro Moacy,
Depois de uns dias cuidando da migração do blogspot para um endereço próprio, retorno aqui e encontro, logo de entrada, o grande Murilo.
Aproveito para deixar o novo endereço, embora seja possívél acessá-lo com anterior, só que demora muito o redirecionamento.
Bom domingo e um forte abraço.

Ericsson disse...

Moacy, hoje aqui em Natal, faltou peixe nos supermercados, peixe foi o prato principal do natalense hoje, realmente ser américa não tem explicação, nas situações mais adversas, ele sempre acaba surpreendendo.
Abraços!

Moacy disse...

ERICSSON: Eu também vibrei com a vitória do América ontem, mesmo sendo abecedista, como você sabe... Um abraço.

adelaide amorim disse...

Seu post me fez lembrar da organização abagunçada de meus livros. Mas também tenho um sonho de biblioteca que nem tenho esperanças de realizar algum dia...
Um abraço.

Anônimo disse...

Saludos desde mexico: Tu blog es realmente interesante.
Queria prteguntarte si sabes como o donde puedo conseguir la "revista antropofagia", me urge tenerla. Si puedes ayudarme te dejo mi correo es: yolino3@homail.com.
Mil gracias
yolotl

Anônimo disse...

del mensaje anterior el correo correcto es:
yolino3@hotmail.com