terça-feira, 6 de novembro de 2007


A fotografia digital de
Thiago Xavier
in Olhares


BALAIO PORRETA 1986
n° 2158
Rio, 6 de novembro de 2007



Memórias Balaiográficas
nos tempos do
IACS da Universidade Federal Fluminense (1)


GODARD
[ in Balaio n° 14, de 17/11/1986 ]

Insistiremos até o final dos tempos: a intolerância religiosa que levantou a bandeira da imoral proibição ao Jevú [Je vous salue, Marie] godardiano não passa de uma intolerância escrotálida, podrefétida e feladaputâmega. Seus mentores ideológicos são todos uns nojentócritos vomitórios. Haja merdabostalância!


OS MELHORES FILMES
SEGUNDO O PROF. JOÃO LUIZ VIEIRA, da UFF
[ in Balaio n° 18, de 08/12/1986 ]

Numa relação puramente afetiva: Ano passado em Marienbad (Resnais); Cidadão Kane (Welles); Nem Sansão nem Dalila (Carlos Manga); Terra em transe (Glauber Rocha); Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha); A vingança do ator (Ichikawa); Rastros de ódio (Ford); Duas ou três coisas que sei dela (Godard); Mulheres apaixonadas (Russel); O bandido da luz vermelha (Rogério Sganzerla); Corpos ardentes (Kasdan); Francisca (Oliveira) e A cerimônia (Oshima).


LIVROS: INDICAÇÕES
[ in Balaio n° 21, de 15/09/1986 ]

Decerto, este não é um boletim literário. Mas nada nos impede de fazer, eventualmente, indicações literárias, quando nos parecerem justas e necessárias. É o caso de O anticrítico, de Augusto de Campos (Companhia das Letras), com belas traduções de Dante, Donne, Emily Dickinson, Lewis Carroll e outros. E de Além do humano, de Theodore Sturgeon (L&PM), um dos grandes clássicos da ficção científica norte-americana.


DE LUIZ GÊ
[ in Balaio n° 25, de 12/01/1987 ]

"Chocante" - este é o termo exato para definir a pequena obra-prima dos quadrinhos chamada Uma história de amor, extraordinária criação do quadrinheiro paulista Luiz Gê nas páginas da revista Circo (n° 2, nas bancas). Recomendamos com entusiasmo.


OS PRINCIPAIS LIVROS LIDOS EM 86
SEGUNDO ALGUNS PROFESSORES DO IACS
[ in Balaio n° 28, de 20/01/1987 ]

Angela Tygel: História universal da infâmia (Borges); O amor nos tempos do cólera (Garcia Márquez); Pentimento (Hellman).
Julio Cesar Tavares: O perfume (Suskind); O nome da rosa (Eco); À sombra de Dionísios (Maffesoli).
Maurício Schleder: Rumo à Estação Finlândia (Wilson); O amor nos tempos do cólera (Garcia Márquez); Olga (Fernando Morais).
Afonso Henriques Neto: Os cantos (Pound); Amor nos tempos do cólera (Garcia Márquez); Cantos (Leopardi)
Muniz Sodré: Rumo à Estação Finlândia (Wilson); O amor nos tempos do cólera (Garcia Márquez); Mais [ainda] (Lacan).
Erika Franziska Herd: O nome da rosa (Eco); Olga (Fernando Morais); Os posseiros (Maria Alice Barroso).
Alceste Pinheiro: O amor nos tempos do cólera (Garcia Márquez); Balão cativo (Pedro Nava); Juliano (Gore Vidal).
Ana Maria Lopes: Memórias de um gigolô (Marcos Rey); O crime do padre Amaro (Eça de Queiroz); Diário de uma guerra estranha (Sartre).
João Luiz Vieira: Olga (Fernando Morais); Hitchcock/Truffaut; Rumo à Estação Finlândia (Wilson).
Moacy Cirne: Rumo à Estação Finlândia (Wilson); Sob o signo de Saturno (Sontag); Transblanco (Paz & Haroldo de Campos).

7 comentários:

ACANTHA disse...

Nossa!!!! Li muito em 1986!! Boas lembranças, MOACY querido...

Francisco Sobreira disse...

Moacy,
Relembrando a proibição ao filme de Godard, é lamentável que ela tenha ocorrido quando Celso Furtado era Ministro da Cultura do governo do "coronelão" Sarney, e a defendeu. Uma mácula na brilhante biografia de Furtado. Pena. Um abraço.

sandra camurça disse...

Ainda me lembro da polêmica quando da censura ao filme de Godard. Estava cursando arquitetura na UFPE, todo mundo ficou indignado.

Mas hoje não tem poesia?!
Tem, sim senhora: a imagem acima é pura poesia, nua...

sandra camurça disse...

Ah, um beijo.

Pedrita disse...

eu amo je vous salue marie, é maravilhoso. eu adoro luiz gê. beijos, pedrita

Fernanda Passos disse...

Recebi! Recebi! E tô devorando cada letrinha! E devorando cada melodia.
Muito obrigada.
De coração.

Beijo!!!!!!

Milton Ribeiro disse...

São tantos assuntos... Mas fiquei mesmo surpreso foi de ter lido quase todos aqueles livros da tua lista de 86. 1986: Funaro, Cruzado, Fiscal do Sarney, argh.

Grande abraço.