segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


A Catedral e o Arco do Triunfo
na Praça da Matriz,
em Caicó.

Foto extraída do sítio
Terra Potiguar, desativado.


BALAIO PORRETA 1986
n° 2177
Rio, 3 de dezembro de 2007



POEMA de
Moacy Cirne
[ in Balaio, n° 1178, de 7/8/1999 ]

o cheiro suculento da pinha
infância que se memória
abre-se para o canto das pedras
sob as chuvas de fevereiro e caicó.
fruticorpo orgasmo,
a pinha
se oferece à boca lenta e atenta
com seu aroma raro
seu aroma claro
e um branco de auroras arrependidas,
assim: a pinha.


POEMA de
Chico Doido de Caicó

Suave como um tanque de guerra
Delicado como um fuzil morteiro
Doce como uma bala perdida
O machão nada respeita:
Não respeita a puta
Não respeita o padre
Não respeita o coronel
Respeita apenas o seu traseiro.

O machão adora ser enrabado.


UM LIVRO, UMA RECOMENDAÇÃO

Ensaios de literatura ocidental; Filologia e crítica, de Erich Auerbach. Org. Davi Arrigucci Jr. e Samuel Titan Jr. Trad. Samuel Titan Jr. e José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo : Duas Cidades; Ed. 34, 2007, 384p. /Coleção Espírito Crítico/ Coletânea de ensaios do autor do fundamental Mimesis (1946), organizada criteriosamente entre nós, com textos escritos entre 1927 e 1954. Todos, em maior ou menor grau, são importantes, mas, entre os 15 apresentados, chamamos a atenção para Os apelos do leitor em Dante, O escritor Montaigne, A descoberta de Dante no Romantismo e Marcel Proust: o romance do tempo perdido.


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Existe apenas um tipo mais americano que o próprio estadunidense: o brasileiro em férias nos Estados Unidos. (O subpensamento vivo de Marconi Leal)

4 comentários:

flâneur desvairado disse...

Só quem conhece o seridó pode olhar para aquela terra com quem procura changrila, com quem procura redenção. Parabéns Moacy

benechaves disse...

Moacy: estive viajando e só agora vi o seu comentário. Olha: as fotos em questão eu pesquei do Google. Estavam sem identificação de seus autores, como acontece quase sempre no tal endereço eletrônico.

Um abraço...

Ane Brasil disse...

Cara, adorei o poema do Chico Doido do Caicó... se tiveres oportunidade, aperta a mão dele por mim, tá?
Sorte e saúde pra todos!

Acantha disse...

Pinha... Perfeito. Há de se comer lenta e atentamente ao que se oferece..