terça-feira, 26 de agosto de 2008


Rita Hayworth:
uma das belezas maiores do
cinema americano
nos anos 40


BALAIO INCOMUN 1986
n° 2410
Rio, 26 de agosto de 2008

Olhar bem as coisas que de repente
deixaremos de ver para sempre.

(Aníbal MACHADO. Cadernos de João, 1957)


Memória
13 POR 1
Manoel Onofre Jr., escritor
[ in Preá. Natal, dezembro 2003 ]

Romancista: Eça de Queiroz
Poeta: Fernando Pessoa
Livro: Judas, o obscuro, de Thomas Hardy
Filme: Um corpo que cai
Diretor/Cinema: Billy Wilder
Ator/Atriz: Dustin Hoffman/Rita Hayworth
Pintor: Portinari
Cantor/Cantora: Orlando Silva/Elis Regina
Compositor: George Gershwin
Música: Bachianas 2 e 8
Peça teatral: Auto da Compadecida
Intelectual: Oswaldo Lamartine
Personalidade cultural do RN
: Câmara Cascudo

13 POR 1
Ailton Medeiros, jornalista
[ in Preá. Natal, março/abril 2005 ]

Romancista: Gabriel García Márquez
Poeta: Zila Mamede
Livro: Deserto dos tártaros
Filme: Sexo, mentiras e videoteipe
Diretor/cinema: Spike Lee
Ator/atriz: Juliette Binoche
Pintor: Juan Miró
Cantor/cantora: Cazuza
Compositor: Chico Buarque
Música: Todo amor que houver nessa vida
Peça teatral: Vestido de noiva
Intelectual: João Wilson de Mello
Personalidade cultural do RN: Nei Leandro de Castro

13 POR 1
Laurence Bittencourt, jornalista
[ in Preá. Natal, novembro/dezembro 2005 ]

Romancista: Eulício Faria de Lacerda
Poeta: Alex Nascimento
Livro: A banalidade do mal:
O julgamento de Eichmann em Jerusalém

Filme: O homem de Kiev
Diretor/Cinema: Charles Chaplin
Ator/atriz: Marlon Brando
Pintor: Leopoldo Nelson
Cantor/cantora: Sarah Vaughan
Compositor: Ludwig van Beethoven
Música: Pour Elise
Peça teatral: Hamlet
Intelectual: Harold Bloom
Personalidade cultural do RN: Câmara Cascudo


O MILAGRE DO BAR
Aníbal Machado
[ in Cadernos de João. Rio: José Olympio, 1957 ]

Aquela noite, no bar de Amundsen, um sujeito tinha passado de uma mesa para outra de modo a chamar a atenção.
As mesas estavam bem distantes, ninguém duvidava. E separadas ainda por uma barricada de cadeiras, louças, mulheres-da-vida e homens que fumavam - resíduos do dia na madrugada dos bares.
Pois, certa hora, o tal sujeito se ergueu muito suavemente, passou por cima das cabeças, quase tocou na careca do gerente, e foi pousar na mesa do fundo. De lá, um tanto pálido mas calmo, reclamou o seu chope. Um vôo incontestável.
Mas ninguém podia admitir a possibilidade de qualquer anjo naquele bar. Houve certa inquietação entre os fregueses. O gerente errou o troco na máquina registradora. Uma mulher sentiu falta de ar e foi abanada.
Daí por diante, produziu-se completo silêncio. Ninguém tirava os olhos do sujeito. Uma onda que vinha vindo do fundo escuro da baía se quebrou perto da janela.
Alguns minutos depois - o homem deu um jeito na gravata, levantou-se e mergulhou na noite, sem pagar a conta.
E o bar voltou a funcionar normalmente.

8 comentários:

marilia disse...

Tomei a liberdade de fazer um 14 por 1, se não se importa...

Romancista: Machado de Assis
Poeta: Manuel Bandeira
Livro: Cem anos de solidão
Filme: Uma rua chamada pecado
Diretor/cinema: Scorcese
Ator/atriz: Marlon Brando
Pintor: Zé Cláudio
Cantor/cantora: Bethânia
Compositor: Chico Buarque
Música: As Vitrines
Peça teatral: O Auto da Compadecida
Intelectual: Josué de Castro
Personalidade cultural do RN: Câmara Cascudo
Personalidade cultural de Pernambuco: Chico Science

Bj
marilia

marilia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dilberto disse...

Rapaz, essa Marília sabe das coisas: gostei demais de sua lista, bem parecida com a miha que fiz, mentalmente! E é verdade que nunca houve uma mulher como Gilda, mas não acho que Rita tenha sido grande atriz ou mesmo a maior beleza, especialmente porque dependia de suas lindas madeixas (prova disso é o seu triste retrato em "A Dama de Shangai")!

Muito bom o trecho sobre o anjo exterminador do bar perdido e as fotos, como sempre (aquele 'deriére' que encabeça o 'post' anterior... Que foto maravilhosa!). Forte abraço, meu caro!

marilia disse...

Obrigada pelo elogio, Dilberto ;)

Moacy, eu não sabia que o Zé Cláudio tinha participado do poema-processo. Eu o conheci quando ainda nem estava na faculdade, por causa da crônica mensal que ele escrevia para o suplemento cultural do Diário Oficial de Pernambuco.
Cheguei a ir visitá-lo albumas vezes, mas há muito que perdi o contato com ele.
Vou ver se acho o endereço para lhe mandar uma carta.

abç

marilia

Meneau disse...

Rapaz, que coincidência,eu ganhei de presente o João Ternura, do Aníbal Machado, mas ainda nem abri. Pra você ver como a gente não valoriza o que é nosso (já que o escritor nasceu aqui em Minas). Mas vou procurar conhecer melhor tanto o contista, quanto o romancista. Um abraço.

Beti Timm disse...

Moacy,
Hoje me deliciei duas vezes com vc! Creio, ainda não ser o bastante para me sentir completa! Voce sempre instiga-me a querer mais viajens fantásticas! E espero um dia elaborar uma dessas listas, nem que seja um pouco parecidas com as suas! Nas suas pegadas, talvez eu chegue lá! Beijos, Mestre!

Mme. S. disse...

Eu vou só fazer coro com o que a Beti Timm cantou hoje. Ela tá certíssima. Principalmente no reconhecimento ao mestre. Bjs, S.

Jens disse...

Rita Hayworth!!!!
Ganhei o dia. Valeu, Moacy.