segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Acredito firmemente que se todos os medicamentos, tais como agora são usados, fossem lançados ao mar, seria melhor para a humanidade – e desastroso para os peixes. (Oliver Wendell HOLMES, 1860, citado por Moacyr SCLIAR, in A paixão transformada; História da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p.161)


BALAIO PORRETA 1986

n° 1947

Rio, 5 de fevereiro de 2007

Poema/Processo, 40 anos

Contato: balaio86@oi.com.br

OS 10 MELHORES FILMES DE 'DISCOS VOADORES'

segundo DEMONARCH (SP)

[ in Stravaganza]

Seguindo a linha dos blogs de cinema em fazer 'listinhas' de 10 melhores (ou piores, dependendo do ponto de vista), aqui vai meu Top Ten dos dez melhores filmes protagonizados por 'discos voadores'. Não tão comum hoje em dia, eles pululavam pelas telas dos drive-ins nos 50´s e 60´s.


1) Earth vs. the Flying Saucers (Fred F. Sears, 1956).
Aliens malvados invadem Washington. Efeitos especiais surpreendentes (até hoje) de Ray Harryhausen.
2) The Day of Earth Stood Still (Robert Wise, 1951). Aliens bonzinhos invadem Washington. Sci-Fi com mensagem pacifista e momento memoráveis.
3) This Island Earth (Joseph M. Newman, 1955). Sci-Fi 'cheese' na qual casal de cientistas engata, a contragosto, projeto para salvação de mundo alienígena. O melhor disco voador que eu já vi.
4)
It Came From Outer Space (Jack Arnold, 1953). Alegoria xenofóbica da guerra fria, representando a paranóia e o medo do 'outro'.
5) The Man from Planet X (Edgar G. Ulmer, 1951). Um pequeno clássico do artesão Edgar Ulmer, tão belo quanto melancólico. Novamente o alien como 'estrangeiro' ou 'apátrida'.
6) Frankenstein meets the Space Monsters (Robert Gaffney, 1965). Problemas sérios envolvendo um Robô construído pela NASA com fito de afugentar alienígenas interessados em sequestrar mulheres terráqueas e leva-las para Marte. Seria uma fábula feminista?
7) Devil Girl from Mars (David McDonald, 1955). Aqui a história se inverte. Homens são raptados pela alienígena gostosa Nyah (Patrícia Laffan) que com um robô a tiracolo encarna o 'mal absoluto' dos B Movies: uma femme fatale do espaço sideral. Só vendo para crer.
8) Target Earth (Sherman A. Rose, 1954) - Não dá para acreditar!
9) Invasion of The Saucer Men (Edward L. Cahn, 1957). Little Sci-fi teenagexploitation! Drive in movie classics!
10) Plan Nine From Outer Space (Ed Wood Jr., 1959). Schlock clássico!
O último filme de Lugosi na pele (e capa) de uma zumbi revivido por alienígenas. Erros sequenciais, interpretações medíocres, temática absurda, disco voadores feitos de calota de carro (!); enfim, diversão garantida, sem a mínima postura crítica.


POESIA QUE TE QUERO POEMA
POEMA QUE TE QUERO POESIA

Poema de LARA DE LEMOS (RS)

Meus mortos estão guardados
em mim mesma.
Por isso não os procuro
em sepulturas.

Encontro-os
no labirinto dos sonhos
em longas noites
escuras.

[ Aos imigrantes,
in Dividendos no tempo. Porto Alegre, 1995)

AS MORTES
Poema de TANUSSI CARDOSO (RJ)

quando o primeiro amor morreu
eu disse: morri

quando o meu pai se foi
coração descontrolado
eu disse: morri

quando as irmãs mortas
a tia morta
eu disse: morri

depois, a avó do Norte
os amigos da sorte
os primos perdidos
o pequinês, o siamês
morri, morri

estou vivo
a poesia pulsa
a natureza explode
o amor me beija na boca
um Deus insiste que sim

sei não
acho que só vou
morrer
depois de mim

[ in Viagem em torno de. Rio, 2000 ]

Poema de FRANCISCO MARCELO CABRAL (MG)

Pedra

Escrevemos
porque sabemos
que vamos morrer.

Escrevemos
porque não sabemos
porquê.

[ in Livro dos poemas. Cataguases, 2003 ]

DOIS POEMAS de
ASCENSO FERREIRA (PE, 1895-1965)

Cinema

- Mas D. Nina,
aquilo que é o tal de cinema?

O homem saiu atrás da moça,
pega aqui, pega acolá,
pega aqui, pega acolá,
até que pegou-la.
Pegou-la e sustentou-la!
Danou-lhe beijo,
danou-lhe beijo,
danou-lhe beijo!...

Depois entraram pra dentro dum quarto!
Fez-se aquela escuridão
e só se via o lençol bulindo...

..........................................

- Me diga uma coisa, D. Nina:
isso presta pra moça ver?!...


Predestinação

- Entra pra dentro, Chiquinha!
Entra pra dentro, Chiquinha!
No caminho que você vai
você acaba prostituta!

E ela:
- Deus te ouça, minha mãe...
Deus te ouça...

[ in Xenhenhém, 1951, com Catimbó, 1927, e Cana caiana, 1939,
reunidos em Poemas, 1951 ]


UM DISCO PORRETA

Como tem Zé na Paraíba,

de Jackson do Pandeiro

[ PolyGram 558 361-2 (grav. 1962-81) ]

5 comentários:

sandra camurça disse...

Uuuuuuuh...
Beijos. ;)

Gabriel Carneiro disse...

Gostei do visual do novo espaço.

Bosco Sobreira disse...

Caro Moacy,
Te enviei um meio-e para o Gmail.
Caso não consiga abrir, me liga à noite. Tem uns detalhes que seriam melhor tratados por fone.
Forte abraço.

Demonarch disse...

Agora vou editar um top ten de filmes sci fi com robôs. Wow!

Matheus Trunk disse...

Oi Moacy ! Já está no ar a edição de fevereiro da nossa Zingu! em www.revistazingu.blogspot.com aguardando a sua presença !