domingo, 4 de março de 2007

RECOMENDAMOS ESPECIALMENTE: A Fortaleza dos Reis Magos, em Natal, na foz do Rio Potengi, ao lado da Praia do Forte, cuja construção começou em janeiro de 1598, sendo concluída no séc. XVII, é o monumento histórico por excelência do Rio Grande do Norte. Por sua beleza, sua grandeza, sua história, urge conhecê-la, urge visitá-la. Aliás, nem todos os natalenses a conhecem.


BALAIO PORRETA 1986
nº 1965
Natal, 4 de fevereiro de 2007
Poema/Processo, 40 anos


A BIBLIOTECA DOS MEUS SONHOS
666 livros indispensáveis (6/666)

Caicó, 100 anos atrás, de Olavo de Medeiros Filho. Natal: Sebo Vermelho, 2004, 334p. [] Uma pesquisa irretocável sobre o primeiro jornal republicano do Rio Grande do Norte, o caicoense O Povo, pesquisa essa escrita pelo maior historiador do Estado: Olavo de Medeiros Filho. Apesar de sua escrita dura, árida, sem maiores ornamentos literários, OMF é um nome indispensável da historiografia potiguar.

Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos. São Paulo: Martins, 1960, 2v. [] Clássico da memorialística nacional dos anos 50. Um dos maiores estilistas da língua portuguesa, Graciliano Ramos relata, aqui, com a preciosidade literária que sempre o caracteriozou, os contratempos e desafios de sua prisão, na época do Estado Novo, em plena ditadura de Getúlio Vargas. Um dos grandes livros da literatrura brasileira.

Soldados de Salamina, de Javier Cercas. Trad. Wagner Carelli. São Paulo: Francis, 2004, 242p. [] A história de um olhar, no final da Guerra Civil Espanhola. Entre a metaficção e a realidade, o romance que o falangista Sánchez Mazas, seu personagem principal, não poderia ter escrito, e que Javier Cercas, com inegável brilhantismo, escreveu. Com técnica ágil e envolvente, Salamina é livro para ser lido de um fôlego só.

Teoria da literatura, de René Wellek & Austin Warren. Lisboa: Europa-América, 1962, 388p. [] Obra fundamental para a minha formação de crítico literário, nos tempos de Natal. O 'novo critisco" passado a limpo: rigor formal, texto mais do que contexto, os elementos substantivos da literatura. Seria um livro datado? Uma obra superada? Por demais formalista? Talvez sim, mas - de qualquer modo - historicamente importante.

Os humanos antes da humanidade, de Robert Foley. São Paulo: EdUNESP, 2003, 294p. [] Um livro para antrópologos, biólogos, arqueólogos, teólogos e curiosos da História Humana, como é o meu caso. Em perspectiva evolucionista, seus capítulos dizem de seu projeto científico: Por que o darwinismo?, Por que nos tornamos humanos?, Por que os humanos evoluíram? Por quê? Por quê? Por quê?

Pererê, de Ziraldo. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 43núm., out/1960-abril/1964. [Coleção presenteada pelo Autor, em três volumes encadernados, no segundo semestre de 1970.] Mais do que uma série bem feita de quadrinhos para crianças, que os adultos liam com prazer, um produto cultural capaz de absorver, com sensibilidade criadora, os meandros do populismo político-social da época. HQ que resiste ao tempo.


2 comentários:

Mulher na Janela disse...

Querido Moacy,
o Forte dos Reis Magos é belíssimo e merece o devido valor...
Da sua biblioteca, fico com a escolha do Graciliano, sempre tão lirismo e sequidão; nesta obra, pura paixão, seja pela vida, pelos ideais, é sempre Graciliano.
Um abraço forte!

Lex disse...

Aê, professor!
Achei essa materinha sobre Cassavetes na Folha e achei a sua cara!
Dá uma olhada:
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/03/01/ult26u23631.jhtm