segunda-feira, 5 de março de 2007

Finalmente, vimos Os infiltrados (Scorsese, 2006), ontem, no Praia Xópim, em Ponta Negra. E se não tem a mesma voltagem criadora e a mesma sustança conteudístico-narracional de Touro indomável, Taxi driver e Depois de horas, de qualquer maneira revela-se muito bom por vários motivos: estrutura narrativa - quase - impecável, temática (policial) muito bem construída, final surpreendente, fotografia e trilha sonora mobilizadoras, interpretação devidamente contextualizada. Enfim, o melhor filme de Scorsese em muitos e muitos anos. Mesmo sem ser obra-prima.


BALAIO PORRETA 1986
nº 1966
Natal, 5 de fevereiro de 2007
Poema/Processo, 40 anos


Memória
PESQUISAS DO BALAIO:
Os livros fundamentais da poesia brasileira

Uma das marcas registradas do Balaio, nestes 20 anos e lá vai fumaça, tem sido a pesquisa/enquete informal realizada com leitores e/ou amigos/conhecidos. Para marcar os nossos 1000 números (estamos nos referindo ao Balaio tradicional, xerografado, naturalmente), no dia 8 de setembro de 1997, quando completávamos 11 anos de existência, publicamos o resultado de mais uma pesquisa balaiográfica: OS LIVROS FUNDAMENTAIS DA POESIA BRASILEIRA, quando consultamos 43 poetas de vários Estados do país, sobretudo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. O resultado foi o seguinte:

1. A ave (Wlademir Dias Pino, 1956) [19 citações]
2. A rosa do povo (Carlos Drummond de Andrade, 1945) [18]
3. Invenção de Orfeu (Jorge de Lima, 1952) [17]
4. Libertinagem (Manuel Bandeira, 1930) & A educação pela pedra (João Cabral de Melo Neto, 1966) [16]
6. Eu (Augusto dos Anjos, 1912) & Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (Oswald de Andrade, 1927) [14]
8. Pau Brasil (Oswald de Andrade, 1925) [13]
9. Alguma poesia (Carlos Drummond de Andrade, 1930), A luta corporal (Ferreira Gullar, 1954) & Viva vaia (Augusto de Campos, 1986) [11]
12. Poemics (Alvaro de Sá, 1991) [10]
13. O cão sem plumas (João Cabral de Melo Neto, 1950) & Cantaria barroca (Affonso Ávila, 1975) [9]
15. Sentimento do mundo (Carlos Drummond de Andrade, 1940) & Antologia mamaluca (Sebastião Nunes, 1988) [8 citações].

Os poetas mais citados foram:
1. Carlos Drummond de Andrade [41 vezes];
2. João Cabral [33];
3. Oswald de Andrade [27];
4. Wlademir Dias Pino [25];
5. Manuel Bandeira [22];
6. Augusto de Campos [20];
7. Ferreira Gullar e Jorge de Lima [17];
9. Murilo Mendes [16];
10. Augusto dos Anjos e Affonso Ávila [14];
12. Alvaro de Sá [10];
13. Sebastião Nunes [9];
14. Castro Alves, Manoel de Barros e Paulo Leminski [7 vezes].

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ZINGU! NAS PARADAS
Mais um número da ótima revista eletrônica Zingu! nas paradas e veredas do mundo virtual. O cineasta paulista Ozualo Candeias, recentemente falecido, é o grande homenageado da vez. Voltaremos à revista, brevemente. Com mais vagar. Vale a pena conferir. Vale a pena retrabalhar seus polêmicos textos.

3 comentários:

Francisco Sobreira disse...

Moacy
Em que pese a boa impressão que você teve de "Os Infiltrados", não estou com a mínima disposição para vê-lo. Aliás, como já é do seu conhecimento, Scorcese já há algum tempo deixou de me interessar. Acho que o último filme dele que vi foi "A Idade (ou a "Época) da Inocência". Ou talvez tenha sido "Casino", este me causando uma grande decepção. Um abraço.

Jens disse...

Moacy:
o teu comentário só aguçou o meu desejo de ver Os Infiltrados, o que deverei fazer ainda esta semana, se o camarada da locadora atender aos meus reclamos e reservar a película.
A Zingu, está muito boa. Em especial a matéria sobre a musa Cláudia Ohana e os comentários maldosos da Anti-Musa acerca das beldades e seus vestidos na cerimônia do Oscar. Valeu a dica.
Um abraço.

Lex disse...

Eita, que esse negócio de poesia é um vespeiro grande! Como não sou nenhuma sumidade, deixo uns dois nomes que acho fundamentais: velho e bom Gonçalves Dias e Cruz e Souza. Ah, outro graaande livro é o Cobra Norato, de Raul Bopp.