quinta-feira, 23 de agosto de 2007


Crepusculência através de Vicent K. Tyler
in PhotoNet


BALAIO PORRETA 1986
nº 2100
Rio, 23 de agosto de 2007


URBANA II
de Suzana Vargas (RJ/RS)
[ in
Caderno de outuno e outros poemas, 1998 ]

Que sentimento me empurra
por janeiro e o ano inteiro?
Que cavalos, que forças indizíveis
me lançam para a frente e para a frente?

De tão apressada engulo,
não mastigo minha sorte.
Não sei se é sede de vida
ou avidez pela morte.


Memória / Futebol
DEZ FRASES E UMA NARRAÇÃO RADIOFÔNICA
[ in Balaio Porreta, 27 de maio de 2004 ]

[1] Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.
(Claudiomiro, ex-meia-direita do Internacional, de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará, para disputar um jogo
contra o Paysandu, em 1972)

[2] Nem que eu tivesse dois pulmões, alcançaria essa bola.
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)

[3] Eu não tenho sistema nervoso.
(Badidiu, zagueiro do ABC, de Natal, quando perguntado por um repórter de campo, num dia de decisão de campeonato, como estava o seu sistema nervoso)

[4] Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.
(Jardel, ex-atacante do Grêmio)

[5] Clássico é clássico, e vice-versa.
(Jardel, citado anteriormente)

[6] O gol é o orgasmo do futebol.
(Sabedoria popular, nos estádios brasileiros)

[7] A maior defesa da minha vida foi uma atrasada de Urai,
beque do meu time.
(Harry Carey, goleiro do Treze de Campina Grande)

[8] Na Bahia todo mundo é muito simpático,
é um povo muito hospitalar.
(Zanata, baiano, ex-lateral do Vasco)

[9] Jogador tem que ser completo como um pato,
que é um bicho aquático e gramático.
(Vicente Matheus, ex-presidente do Corínthians)

[10] Haja o que hajar, o Corínthians vai ser campeão.
(Vicente Matheus, citado anteriormente)

[11] Quarenta minutos do segundo tempo, continua 0 a 0 no placar... o ABC já chutou três bolas na trave, não pára de invadir a área adversária, mas a bola não entra, meu Deus, assim não é possível, o goleiro fideumaégua agarra tudo, quando não é ele, é a danada da trave... haja sofrimento para o torcedor abecedista! Atenção para o contra-ataque do Atlético... o ponta-direita livrou-se de Biró, driblou Toré, vai chutar, vai chutar, chutou... pronto, DEU-SE A MERDA: gol.
(Locutor esportivo, narrando um jogo entre o ABC e o Atlético de Natal, nos anos 50)

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Meu benzinho, diga, diga,
Por caridade confesse
Se você já encontrou
Quem tanto bem lhe quisesse.
(1920)
[ in Eu sou o Cego Aderaldo, 1994 ]

5 comentários:

isabella benicio disse...

A foto é bárbara e as frases "futebolísticas" são hilárias. E ainda as questões de Suzana contrastando com a singeleza ímpar do poema do Cego Aderaldo.
Delícia de post, Moacy.
Bom dia pra ti. Beijo.

Felipe Nobrega disse...

As "furadas " do Jardel são ótimas, ams eram bons tempos aqueles que ele jogou no tricolor gaucho - meu time é claro...
abraços!
ótimo post!

Simone Oliveira disse...

Ol� Moacy, belo blog.
Obrigada pela visita l� no Letras.
Seria um prazer participar daqui.
Obrigada por me proporcionar novas leituras.
Um abra�o,
Simone

sergio andrade disse...

Outra do Vicente Matheus: "Quem entra na chuva é pra se queimar" :)

Marcelo F. Carvalho disse...

E ainda teve a do Dodô (acho que foi ele)no embarque para uma convocação: "F-O-I: fui!"
Hehehe... Eu adoro esses garotos...
Hehehe