sexta-feira, 10 de agosto de 2007


Fogueira, de Paulo Costa [ in 1000 imagens ]

"Colecionar fotografias é colecionar o mundo"
(Susan Sontag, in Ensaios sobre a fotografia ]


BALAIO PORRETA 1986
nº 2086
Rio, 10 de agosto de 2007


PÁSSAROS
de Adriano de Sousa (RN)
[in Blog de Adriano ]

Há os que aprenderam a cantar
(eles dizem)
com os pássaros

esquecidos de que os pássaros
cantam só em caso de
absoluta necessidade

e nunca aborrecem a vizinhança
com notas originais


OS 1000 FILMES ESSENCIAIS DA BRAVO! (Fim)

81. Os homens preferem as loiras (Hawks); 82. Um cão andaluz (Buñuel); 83. Los Angeles - Cidade proibida (Hanson); 84. Pixote - A lei do mais fraco (Babenco); 85. Ben-Hur (Wyler); 86. Fantasia (Produção Disney); 87. Sem destino (Hopper); 88. Dogville (Von Trier); 89. O império dos sentidos (Oshima); 90. Um convidado bem trapalhão (Edwards).

Não há muito o que dizer. Não sei vocês, mas, de minha parte, seria capaz de citar cinco ou seis, ou mesmo sete, filmes de Hawks mais significativos do que Os homens preferem as louras. Outra coisa: Hanson e Edwards podem ser citados; já, para a Bravo!, Bresson, Mizoguchi, Pasolini, Straub & Huillet, Tati, Vertov, Vigo e Wajda decerto não são grandes cineastas. Mesmo discordando radicalmente, respeitarei a opinião deles. Afinal de contas...

E para completar:
91. A lista de Schindler (Spielberg); 92. Guerra nas estrelas (Lucas); 93. O pântano (Martel); 94. Cabaré (Fosse); 95. Operação França (Friedkin); 96. King Kong (Cooper & Schoedsack); 97. As invasões bárbaras (Arcand); 98. Fargo (Coen); 99. MASH (Altman); 100. Lavoura arcaica (Luiz Fernando Carvalho).

É isso aí. Pensando bem, em termos comparativos, não é uma lista melhor ou pior do que muitas outras que circulam por aí. É apenas uma lista que revela o atual pensamento crítico da revista de São Paulo - uma revista apreciada por muitos. Não é o meu caso. E também não é uma lista pior do que aquela produzida pela própria Bravo! sobre os 100 livros essenciais da literatura mundial. São listas interessantes, divertidas, curiosas. Mas não devem ser levadas muito a sério.


REVER OU NÃO REVER, EIS A QUESTÃO

Tenho boas lembranças de Sweet smell of success / A embriaguez do sucesso (Mackendrick, 1957), que vi em Natal em 1961. Com Burt Lancaster e Tony Curtis, música de Elmer Bernstein e uma ótima fotografia em preto & branco de James Wong Howe, aluguei o dvd - da Metro - para revê-lo. De cara, uma grande surpresa negativa: colorizaram o filme. Parei imediatamente: como rever um filme que foi adulterado? Claro, estou curioso - e muito: 46 anos depois, a minha curiosidade é natural. Afinal, foi o primeiro filme que me levou a escrever sobre cinema para um jornal (estudantil), ainda em 61. Gostaria de revê-lo para saber se envelheceu ou não, se continua forte em sua crítica a um certo tipo de jornalismo, se a interpretação de Burt Lancaster ainda é capaz de me emocionar. Mas estou em dúvida. Não se trata de purismo; trata-se de respeito à estética original de uma dada obra cinematográfica.


UM BLOGUE PORRETA

Mudança de Ventos, de Márcia Maia.
Literatura: minicontos que revelam toda a sensibilidade
e todo o sentido narrativo da autora pernambucana.

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O sonho é o domingo do pensamento. (Henri-Frédéric AMIEL, in Dualibi das citações, p.371)

11 comentários:

sergio andrade disse...

Moacy, essas listas no geral revelam mais sobre seus autores (influëncias, preferências, formação, idiossincrasias etc.) do que realmente o melhor produzido em cada arte, no caso o cinema.

Quanto a sua dúvida: colorizaram Sweet Smell of success? Que absurdo! Pensava que na era do DVD estavamos livres dessa praga. Não deram nem a opção da versão original p&b? Eu tb me recusaria a ver assim. Mas em último caso você pode tirar a cor da TV. É uma solução...
Um abraço!

Márcia disse...

Eita! Que surpresa boa! Adorei.
Muito tênquio, meu querido. E um beijo grande daqui.

isabella benicio disse...

Pássaros são sábios e gosto das entrelinhas de seus cantos.
Márcia Maia é mais uma pernambucana porreta, com certeza.
Bom dia e bom fim de semana. Beijo.

Natália Nunes disse...

Olá, Moacyr

obrigada pela visita a Bagatelas.
Sim, eu adoro cinema, quadrinhos, música...
Ainda não animei a dedicar uma sessão à Música no blog, essa coisa de escolher preferido dá muito trabalho, ainda mais pra mim, q sou de lua.

Bom, meu blog oficial é o "No Coração do Pensamento", vc tb tem 2 blogs, tem algum q é coadjuvante? rs.

Até a próxima!

Jens disse...

Salve, salve Moacy:
Vou imprimir o poema do Adriano e colar na porta do vizinho de cima, que tem veleidades roqueiras.
***
Certa vez revi Casablanca, colorizado. Bleargh!
***
Bom findi. Um abraço.

Fernanda Passos disse...

EU TENHO UM PÁSSARO CHEIO DE NOTAS ORIGINAIS QUE MORA AO MEU LADO. AFF!
E SE O SONHO É O DOMINGO DO PENSAMENTO, A SEGUNDA É SUA DORMÊNCIA.
UM BEIJO QUERIDO.
HOJE TEM HOMENAGEM NO POESIANAVEIA.
PASSA LÁ.
E A NATÁLIA NUNES É FANTÁSTICA. ESCREVE MUITO A MENINA.

Amanda disse...

Moacy, o livro se não me engano foi a Biblioteca de Caicó. Quanto as fotos do pôr-do-sol de Cajazeiras, tenho duas no meu fotolog, só que não tem uma resolução muito boa, de qualquer forma seguem os links: http://amandak.nafoto.net/photo20060110165722.html

http://amandak.nafoto.net/photo20060124162621.html

Vou procurar uma de melhor qualidade e te mando depois.
Beijo

Amanda disse...

Moacy, eu novamente...
Encontrei uma bem bonita nesse link www.cajazeiras.pb.gov.br/noticias.php?id=246

e postei mais uma no fotolog aqui:
http://amandak.nafoto.net/

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
Concordo inteiramente com vc quanto à preservação da estética de um filme. Colorizar um filme é, sem dúvida, violar esse princípio. Sem falar do dano que a fotografia sofre. Mas acho que, mesmo assim, você deve rever o filme que vi em vídeo (não em cinema) e, na época, ainda me pareceu bom. Um abraço.

Ulysses Dutra disse...

O Balaio é porreta mesmo!

Um abraço festivo

Filipe disse...

Sergio, eu concordo, o que é parte do problema dessa lista da Bravo, pois ela não apresenta qualquer criterio sobre como a seleção foi feita. A introdução diz que ela tomou por base listas anteriores, mas que a seleção final foi feita pelos jornalistas que elaboraram a edição; o que convenhamos é um contrasenso que não diz coisa alguma. Se a lista usou outras como base, metade das escolhas não fazem muito sentido (muito menos as posições); e eu posso dizer com razoavel certeza que o criterio também não pode realmente ter sido uma escolha dos envolvidos com a elaboração porque os dois responsavdis por editar este especial são meus amigos e eu já conversei o suficiente sobre cinema com eles para garantir que esta lista reflete pouquissimo as preferencias deles. A impressão que passa é que a revista é uma dessas coisas tipicas da editora Abril que se materializam sem base alguma.