quinta-feira, 6 de março de 2008



BALAIO PORRETA 1986
n° 2253
Rio, 6 de março de 2008



A BIBLIOTECA DOS MEUS SONHOS

Fla-Flu... e as multidões despertaram,
de Nelson Rodrigues & Mário Filho,
por Oscar Maron Filho & Renato Ferreira (org.).
Rio de Janeiro : Europa, 1987, 192p.

Escolhe-se um clube como se escolhe uma mulher. Para toda a vida ou até que Deus os separe. É mais difícil deixar de amar a um clube do que a uma mulher. (Mário Filho, p.50)

Se futebol fosse só geometria, Marcos de Mendonça [goleiro tricolor dos anos 10] teria sido invulnerável. Mas às vezes o chute saía errado. Contra esse chute errado Marcos de Mendonça nada podia fazer. (Mário Filho, p.101)

Aí está o grande feito de toda a minha vida. O óbvio vivia relegado a uma posição secundária ou nula. Fui eu que, com minha pertinácia, arranquei-o da obscuridade, da insignificância. (Nelson Rodrigues, p.109-110)

O Ceguinho é feliz e por quê? Há príncipes, reis, rainhas, duques, potentados que ainda não descobriram a doçura da vida. Eis o que eu queria dizer: a felicidade do ceguinho chama-se Fluminense. Com o Tricolor, sua vida passou a ter um sentido. Não sentiu mais nenhuma solidão. Foi como se, de repente, a sua treva se enchesse de estrelas. (Nelson Rodrigues, p.156)

O Fla-Flu não tem começo. O Fla-Flu não tem fim. O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada. E aí então as multidões despertaram. (Nelson Rodrigues, p.187)

Em tempo:
Ontem no Maraca, vibrando e cantando durante 90 minutos, vivi com emoção um duplo espetáculo transformado numa só festa: o espetáculo da torcida e o espetáculo da goleada sobre o Arsenal, da Argentina.
Hoje, no Uruguai, será a vez do Flamengo fazer a festa. Mesmo longe de sua flamejante torcida.

7 comentários:

Francisco Sobreira disse...

Parabéns, Moacy, pela atuação do FLu ontem, ajudado, também, pela fragilidade do adversário. Vi só o primeiro tempo. Hoje vou sofrer com o meu Mengo. Parada dura! Já me contentarei com um empate. Um abraço.

Moacy Cirne disse...

Caro SOBREIRA: O Arsenal, campeão da última Sul-Americana, talvez seja menos frágil do que o Cenciano. Não por acaso, a chave do Fluminense foi considerada pelos jornalistas esporivos como o Grupo da Morte. Torcerei pelo Fla, hoje; afinal, quero ver um (na verdade, dois) Fla-Flu pela libertadores. Um abraço.

sandra camurça disse...

Puxa, Moacy, que goleada, 6x0! Parabéns! Imagino sua emoção no Maraca. Quanto ao meu Santinha, rapaz, sei não, vai de mal a pior. O clube tá com problemas de dívidas trabalhistas. Vive mudando de técnico, sua atuação tá péssima na terceira divisão, e é um troca troca de jogador. Não quero ser pessimista mas às vezes acho que o Santa Cruz vai acabar... E o pior é ficar ouvindo piadinhas dos torcedores do Sport do tipo : "se existisse quarta divisão o Santa já tava lá" ou ainda "O Santa tá tão ruim mas tão ruim que tá aceitando até aleijado". Fora outras. É muita sacanagem, né não?
Beijos.

sandra camurça disse...

Ah sim, muito linda a capa do livro, viu!?!

Jacinta disse...

Pois é,
de futebol entendo nada, mas ver a paixão escancarada no rosto do meu irmão num jogão desse, como ele diz. Ah! isso sei.
Um abraço
Jacinta

Mary disse...

Eu vi o final do jogo. O Fluminense arrasou com esse 6 a zero! (Tenho uma simpatia pelo Fluminense, mas já o Flamengo... risos)

Você nunca mais me visitou... Desde o dia que falei com você naquele Encontro dos Escritores... Aí fiquei encucada... Será que fiz algo errado?

Espero que não!

Beijos

sandra camurça disse...

O Fluminense pintou lá no refúgio. quer dizer, o vermelho e o verde estão lá, mas por questão de contraste, troquei o branco pelo cinza claro. Perdão...De todo modo, continua tricolor! Espero que goste.
Um beijo.