sábado, 8 de março de 2008


O final de A aventura
(Michelangelo Antonioni),
lançado em 1960,
o ano de
Rocco e seus irmãos (Visconti),
A doce vida (Fellini),
Psicose (Hitchcock),
Uma vida em pecado (Lerner).


BALAIO PORRETA 1986
n° 2255
Rio, 8 de março de 2008


De Caicó ao Rio de Janeiro
52 ANOS DE REGISTROS CINEMATOGRÁFICOS

Os melhores entre os melhores,
segundo a minha leitura crítico-afetivo-libertinária:

1. A aventura (Antonioni, 1960)
2. Une partie de campagne (Renoir, 1936)
3. Persona (Bergman, 1966)
4. Ano passado em Marienbad (Resnais, 1961)
5. Crônica de Anna Madalena Bach (Straub & Huillet, 1967)
6. Eclipse (Antonioni, 1962)
7. O homem da câmera (Vertov, 1929)
8. Cidadão Kane (Welles, 1941)
9. A paixão de Joana d'Arc (Dreyer, 1928)
10. Viver a vida (Godard, 1962)
11. 2001: uma odisséia no espaço (Kubrick, 1968)
12. Hiroshima, meu amor (Resnais, 1959)
13. Contos da lua vaga (Mizoguchi, 1953)
14. A regra do jogo (Renoir, 1939)
15. Andrei Rublev (Tarkóvski, 1966)
16. Mãe e filho (Sokurov, 1997)
17. A terra treme (Visconti, 1948)
18. Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964)
19. Madre Joana dos Anjos (Kawalerowicz, 1961)
20. My darling Clementine (Ford, 1946)
21. Rastros de ódio (Ford, 1956)
22. Jeanne Dielman, 23 Quai du Commerce, 1080 Bruxelles (Akerman, 1975)
E mais, por ordem cronológica:
O encouraçado Potemkin (Eisenstein, 1925)
Aurora (Murnau, 1927)
M, o vampiro de Dusseldorf (Lang, 1931)
A grande ilusão (Renoir, 1937)
Desencanto (Lean, 1945)
O tesouro de Sierra Madre (Huston, 1948)
As férias do Sr. Hulot (Tati, 1953)
Johhny Guitar (Ray, 1954)
A palavra (Dreyer, 1955)
A princesa Yang Kwei Fei (Mizoguchi, 1955)
Um condenado à morte escapou (Bresson, 1956)
Morangos silvestres (Bergman, 1957)
A marca da maldade (Welles, 1958)
Pickpocket (Bresson, 1959)
Acossado (Godard, 1959)
Rio Bravo (Hawks, 1959)
O leopardo (Visconti, 1963)
Oito e meio (Fellini, 1963)
Simão do Deserto (Buñuel, 1965)
Blow-up (Antonioni, 1966)
Falstaff (Welles, 1966)
Era uma vez no oeste (Leone, 1968)
Carta para Jane (Godard & Gorin, 1972)
Santo Agostinho (Rossellini, 1972)
Uma mulher sob influência (Cassavetes, 1974)
Barry Lyndon (Kubrick, 1975)
Agonia e glória (Fuller, 1980)
Nostalgia (Tarkóvski, 1983)
A bela intrigante (Rivette, 1991)
Uma visita ao Louvre (Straub & Huillet, 2004)

Nota:
Não foi fácil estabelecer apenas 52 filmes, já que pré-selecionei cerca de 220 filmes que admiro com entusiasmo: filmes como Sherlock Jr. (Keaton), Em busca do ouro (Chaplin), A General (Keaton & Bruckman), O fim de São Petersburgo (Pudóvkin), A caixa de Pandora (Pabst), O Anjo Azul (Sternberg), Entusiasmo (Vertov), A terra (Dovjenko), O homem de Aran (Flaherty), A mocidade de Lincoln (Ford), Dia de ira (Dreyer), O boulevard do crime (Carné), Alemanha, ano zero (Rossellini), O terceiro homem (Reed), Rashomon (Kurosawa), Diário de um pároco de aldeia (Bresson), Crepúsculo dos deuses (Wilder), Othello (Welles), Cantando na chuva (Kelly & Donen), Viver (Kurosawa), A carruagem de ouro (Renoir), Era uma vez em Tóquio (Ozu), Amantes crucificados (Mizoguchi), Janela indiscreta (Hitchcock), O grito (Antonioni), Cinzas e diamantes (Wajda), A sala de música (/S/ Ray), Vertigo (Hitchcock), Rocco e seus irmãos (Visconti), O anjo exterminador (Buñuel), Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos), O criado (Losey), O deserto vermelho (Antonioni), O evangelho segundo São Mateus (Pasolini), Pierrot le fou (Godard), Vinyl (Warhol), Walden (Mekas), Terra em transe (Glauber Rocha), Memórias do subdesenvolvimento (Alea), La hora de los hornos (Solanas), Faces (Cassavetes), Othon (Straub & Huillet), Laranja mecânica (Kubrick), O poderoso Chefão (Coppola), F for fake (Welles), O passageiro (Antonioni), Apocalypse now (Coppola), O touro indomável (Scorsese), O desespero de Veronika Voss (Fassbinder), Paris, Texas (Wenders), Danação (Tarr), A dupla vida de Veronique (Kieslowski), Gosto de cereja (Kiarostami),
Conto de outuno (Rohmer).

10 comentários:

Felipe Nobrega disse...

É complicado listas... oh e as vezes é tão ruim deixar filmes de fora, dá uma tristeza.

Tem muita coisa aí que acho eternas, entre elas: Kane, Johnny Guittar, 2001, Deus e O Diabio então é algo que até hoje me pergunto... "nada parecido foi feito no Brasil até hoje" é um filme singular, daqueles que só se faz uma vez na vida...

Enfim, temm muyita, mas muita coisa daí que não assisti pela dificuldade de conseguir cópia, mas vi que sua preferência é por trabalhos mais antigos e dos mais "mudernos' Moacy?

Inté

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
Vc teve uma sorte danada em encontrar uma imagem do final do seu adorado "A Aventura". ´Final, frise-se, muito bom. Mas uma das cenas que mais me agradam no filme, pelo impacto que ela causa, é aquela em que a prostituta recolhe, com o pé, o dinheiro jogado pelo parceiro. Um instante que revela a humilhante profissão da mulher, ainda que seja uma prostituta de luxo. Por fim, observei que você colocou Rastros de Ódio e Paixão dos Fortes quase no mesmo nível. Eu hoje gosto mais do primeiro, que, aliás, acho a obra-prima de Ford. Pelo menos, dos filmes que conheço dele. Um abraço.

benechaves disse...

Moacy: dos seus 22 (primeiros) filmes citados eu não conheço 5. E como o Sobreira, também hoje prefiro o "Rastros de Ódio", que tenho comigo e revi comecinho do ano. Talvez seja mesmo o melhor Ford.

Um abraço...

Marcos A. Felipe disse...

A Aventura sempre em primeiro.

Contos de Lua Vaga era o filme preferido dos Straubs, que, por sinal, do casal você citou Crônicas de Anna Magdalena Bach.

Rastro de Ódio de fato é uma obra-prima ... Revi no final do ano passado.

Já ia reclamar que você não tinha citado um docmentário, mas vi o filme do Vertov. Mas teria colocado Homens de Aran, que não se perde como documentário e permanece o tempo todo na fronteira.

Encontrei Tácito hoje na sessão de Jogo de Cena.

Carito disse...

Ah! Ventura... do mistério do vazio fértil... Monica Vitti buscar... o subjetivo subversivo!!!

teresa disse...

rapaz, eu tô por fora mesmo. dessa sua lista só vi uns 5!!! ah, como eu queria ter tempo...

Cinecasulófilo disse...

Moacy,
muito coerente a sua lista. Gostei de ver JEANNE DIELMAN entre os melhores, e WALDEN entre os pré-selecionados. Dois Antonionis entre os dez significam que você o considera o melhbor diretor do cinema ::: Um abraço,

adelaide amorim disse...

Mesmo que não deixe um comentário, não deixo de vir aqui. Me deixa mais rica de recursos pensáveis.
Beijo pra você.

Francisco Sobreira disse...

Bons os poemas, Moacy, especialmente o de Carito. Um abraço.

lídia disse...

Não é nada fácil escolher um leque de filmes, quando são muitos os leques. As minhas escolhas tb têm variado, com a minha vida. Parece me que o nosso olhar vai mudando com o tempo e, assim, vemos os filmes de outro modo. Não gosta de theo angelopoulos? Beijinhos.