sexta-feira, 11 de julho de 2008


Natal dos velhos tempos
(anos 50 do século passado)
Foto de
Jaeci Emerenciano


BALAIO PORRETA 1986
n° 2365
Natal, 11 de julho de 2008


Existem cinco elementos: o ar, a terra, a água, o fogo
e a pessoa amada.

(Murilo Mendes. O discípulo de Emaús, 1945)


ELEGIA PARA ZILA MAMEDE
Luís Carlos Guimarães
[ in O fruto maduro. Natal, 1996 ]

Sabias que morrerias no mar.
Assim seria, disseste sem medo
em canção e elegia. Acreditar
só acreditamos quando tão cedo

partiste: a morte - como anunciada -
boiava à deriva no corpo morto
e pela luz da manhã revelada
lançou a âncora no último porto.


DUAS QUADRINHAS POPULARES
DO RIO GRANDE DO SUL
[ Fonte: Sílvio Romero, 1883 ]

Não te encostes na parede,
Que a parede larga pó;
Encosta-te nos meus braços,
Que esta noite dormi só.
Menina dos olhos grandes,
Olhos grandes como o mar,
Não me olhes com teus olhos
Para eu não me afogar.


ENCONTROS PASSAGEIROS
COM PESSOAS PERMANENTES

Alberi (o "Deus da Frasqueira" abecedista), Blackout e Câmara Cascudo. Chico Antonio (que tanta admiração causou a Mário de Andrade nos idos de 1929), Danilo Menezes e Felinto Lúcio. Miguel Cirilo (o sensível poeta de São José do Seridó), Henfil e Malu. Zé Avelino (o artista caicoense que, à maneira de Mário Quintana, virou passarinho), Zé das Canoas e Sérgio Dieb. São muitas as pessoas permanentes que povoam o imaginário literário do jornalista e cronista Osair Vasconcelos, do Diário de Natal. Que o digam seus leitores. Que o digam seus admiradores. E que ontem foram à Capitania das Artes prestigiar o lançamento do livro Encontros passageiros com pessoas permanentes.

3 comentários:

Francisco Sobreira disse...

Moacy,
Se você não revelasse, ninguém diria que a foto é desta Natal que mudou tanto,em alguns aspectos para pior. Olhe, há um filme de Wong Kar-Wai no Midway. Se der, vou vê-lo. Abraço.

Dilberto disse...

Taí uma nau de mentes permanentes de verdade... E a foto de Natal antiga lembra muito o Centro Histórico de São Luís! Forte abraço, meu caro artista!

benechaves disse...

Que diferença da Natal de hoje, hein? Brutal diferença!

Um abraço...