domingo, 3 de maio de 2009

Clique na imagem
para verouvir
a sequência final de
Zabriskie Point
(Michelangelo Antonioni, 1970)
e/ou
clique aqui
para ver o trêiler do filme


BALAIO PORRETA 1986
n° 2650
Rio, 3 de maio de 2009

Vi muitos filmes de Antonioni.
Mas na minha lembrança
Há a nostalgia
De um filme que não vi.
(Alvaro A.L. DOMINGUES, Zabriskie Point, in Sombras e Sonhos)


SAUDADE
Augusto Boal
(1931-2009)
"Foi com Augusto Boal que aprendi que a direção da caminhada
é mais importante do que o tamanho do passo".
(Fernando Cisco Zappa)


SUJEITO A CHUVAS
Márcia Maia
[ in Tábua de Marés ]

em cinza e vento
espreguiça-se a manhã
e já vai a meio

chove
nem parece fevereiro

entre livros e discos
me aconchego

e sonho sonhos de junho
se adormeço

AINDA ASSIM
Adelaide Amorim
[ in Inscrições ]

toda saudade é bruma
e ainda assim
doi

saudade é como viajar
num barco que se perdeu


INOCÊNCIA
Sandra Camurça
[ in O Refúgio ]

Quando alguém dizia a Severina que ela era uma menina muito mentirosa, ela logo se defendia dizendo:
- Eu não minto, eu invento.
E Severina realmente inventava histórias fantásticas! Dizia que queria ser escritora, cientista, poeta, artista... Aos oito anos de idade Severina queria ser tudo e mais alguma coisa, enquanto Chiquinho, seu irmãozinho mais novo, ouvia suas histórias com admiração e depois dizia:
- Severina, me ensina a inventar.

10 comentários:

Mirse disse...

Bom Dia, Moacy!

Extasiante a sequência final de Zabriskie Point!

Casa Blanca também é um clássico lindo! Que fala de um amor sonhado!

Cisco Zappa, escolheu bem a homenagém póstuma à Augusto Boal, e postou praticamente na hora da notícia!

Márcia Maia e Inocência foram meus escolhidos de hoje.

Inocência, realmente está lindo e diferente, ao mesmo tempo que real.

Bom domingo again!

Beijos

Mirse

Márcia disse...

É sempre bom estar aqui.
Beijo.

líria porto disse...

ensina-me, moa!!!

líria porto disse...

para moacy cirne
líria porto

sangrar o açude
acabar com a sede
verdecer a terra
espalhar nas pedras
o ri(s)o sertanejo

*

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
Não me lembro nada desse filme, que vi na televisão. Na época, não gostei. Precisaria revê-lo. Essa sequência final é bela e aterrorizante. Um abraço.

Jens disse...

Oi Moacy.
Domingão de luxo, com Sandrix e Adelaide.
***
"saudade é como viajar
num barco que se perdeu". Diante de um verso assim o que fazer a não ser se prostrar em admiração?
***
O grandes estão nos deixando. Que Boal descanse em paz.

Um abraço.

adelaide amorim disse...

Saudade, bom humor, amor à arte e uma pitada milimétrica de romantismo - do jeitinho que a diaba gosta.
Beijo beijo!

Decio Bettencourt Mateus disse...

toda saudade é bruma
e ainda assim
doi

Gostei, muito bonito este poema de Adelaide Amorim.

Um kandandu Moacy.

BAR DO BARDO disse...

Boa coleta de caos.

sandra camurça disse...

Moacy,
desde a semana passada não acessava minha caixa postal.
Grata, muito grata!
Te quero muito bem, viu?
Um beijo.