domingo, 14 de fevereiro de 2010

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[ Foto de Nicolas Tikhomiroff para a Magnum ]
para ver os 10 minutos iniciais de
Falstaff
(Orson Welles, 1966)
Para muitos cinéfilos, sobretudo os mais jovens, simplesmente o melhor filme do mago Orson Welles. Para nós, um dos três melhores (os outros dois: Cidadão Kane, 1941, e A marca da maldade, 1958). Baseada em textos diversos de William Shakespeare, trata-se de uma obra magistral, cujo neobarroquismo formal explode em (quase) todas as cenas. É possível que tenhamos aqui a mais dionisíaca interpretação de Welles em todos os tempos. Um filme que, a cada nova visão, mais e mais mobiliza esteticamente os seus admiradores. Uma das grandes obras-primas da história do cinema.


PARA UMA BIBLIOTECA PORRETA
( 51 / 66 )

Magnum Cinema (Magnum & Bergala, 1994)
O Brasil de Marc Ferrez (Inst. M. Salles, 2005)
Fotografia do século XX (Museum Lud. Köln, 1995)
A fotografia no Brasil 1840-1900 (Gilberto Ferrez, 1985)
Os fotógrafos do Império (Bia & Pedro Corrêa do Lago, 2005)
Postaes do Brazil 1893-1930 (Pedro Karp Vasquez, 2002)
A concise history of posters (Barnicoat, 1972)
L'enfer des bulles (Sadoul, 1968)
Futebol-Arte (Jair de Souza & outros, 1998)
Carnaval J. Carlos (Luciano Trigo & Cássio Loredano, 1999)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2932
Rio, 14 de fevereiro de 2010


Meu carnaval acontece todos os dias
porque meus desejos experimentam
sempre uma nova fantasia.
(Maria Maria. Fantasia, in Espartilho de Eme)



BEBA-ME, E EU ANDAREI SOBRE ESTRELAS
Mário Ivo
[ in Cidade dos Reis ]

Beba-me, e engoliremos a noite.
Beba-me, e as nuvens deixarão fiapos soltos entre dentes nossos.
Beba-me, enquanto minha boca busca tua mordida. Enquanto tua boca ronda meu pescoço.
Enquanto tua mão colhe plantas e flores no calor do meu sexo. Transplantados ao teu. Haste úmida, respiro aquático.
Beba-me, enquanto dançamos à beira do abismo, princípio nosso de cada fuga que fazemos antes do amanhecer.
Beba-me, mate-me.
Beba-me enquanto me comes.
Só não me abandones.


EXIGÊNCIA
Lisbeth Lima
[ in Felice. Natal: Sebo Vermelho, 2004 ]

Quero um colo que me cale;
que me fale enquanto calo.

6 comentários:

nina rizzi disse...

Moacy, essa postagem me dá até um nó garganta, de tão gêmea, siamesa.

"só não me abandones" me lembra piaf: "ne me quitte pas".

é, a vontade não passa, são as letras que se inundam.

que coisa, menino, que coisa. tou comovida. isso é que é carnaval.

um beijo, um cheiro.

Sergio Andrade disse...

Caramba, acabo de me dar conta que nunca vi Falstaff! Seu post me convenceu a reparar esse pecado o mais rápido possível.

P.S.: Magnum Cinema é um livro belíssimo!

Abraço.

Francisco Sobreira disse...

Moacy,
Parece que Shakespeare era o autor que Welles mais admirava/amava. Diretamente de Shakespeare, ele, fez, além desse, Macbeth e Otelo e é possível que em outros filmes dele haja a "presença" do maior dramaturgo que existiu. Olhe, preciso rever Falstaff. Porque na única visão que tive dele, gostei, mas sem chegar a me empolgar, tanto quanto me empolguei com outros filmes de um dos gênios incontestáveis do cinema. Um abraço.

P.S. Que pena o Flu, hem?

Pedrita disse...

esse falstaff eu não vi, q pecado. beijos, pedrita

Assis Freitas disse...

Caraca, esse poema do Mário Ivo deixou-me entalado de tanta maestria. Não dá para falar mais nada. Vou-me até as cinzas. Abraço.

Jarbas Martins disse...

Moacyrne: dei de cara com uma fotografia,fevereiro de 1965, onde
apareço com você, o eduardo benfica (um militante,à época, do partidão) e uma figura que não conheci identificar.pela ornamentação do local (wonder bar, pensão ideal, maria boa ?) curtíamos o período carnavalesco.é-
ramos, pelas circunstâncias políticas da época, mascarados mesmo.


destaco
nas postagens de hoje os poemas de Mário Ivo e de Lisbeth Lima.

valeu.