sábado, 20 de fevereiro de 2010

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Divórcio à italiana
(Pietro Germi, 1961)
Um dos maiores sucessos do cinema italiano na primeira metade dos anos 60, cujos ingredientes temáticos são típicos da comédia latina então pensada com inteligência e criatividade: amor, humor, traição, vingança. Um marido (Marcello Mastroianni), insatisfeito com o casamento burguês que mantém com a esposa pegajosa (Daniela Rocca), e ao mesmo tempo apaixonado pela belíssima prima (Stefania Sandrelli), articula um plano diabólico: "jogar" a mulher nos braços de um antigo admirador, igualmente casado. Há situações cômico-trágicas, ou apenas cômicas, que são primorosas. Marcello Mastroianni está ótimo (como sempre) no papel de um marido "corneado" que, aos olhos da sociedade machista, precisa lavar a "honra" de qualquer maneira. Só que o final não é exatamente o que ele previra...


BALAIO PORRETA 1986
n° 2938
Natal, 20 de fevereiro de 2010


ALGUNS FILMES DE PIETRO GERMI
( Cotações: de ° [descartável] a *** [excelente] )

Divórcio à italiana *** (1961)
O ferroviário ** (1956)
Seduzida e abandonada * (1964)
Aquele caso maldito * (1959)
Caminho da esperança * (1950)
Confusões à italiana * (1966)
Em nome da lei * (1949)
Alfredo, Alfredo ° (1972)


DE MIM
Bosco Sobreira

[ in
A Pedra e a Fala ]

No mais das vezes
resisto
como um mandacaru
sem raiz
No mais das vezes
sorrio
quase feliz
ou
feliz por um triz

ODE SINGULAR (Outra variação)
Assis Freitas
[ in Mil e um Poemas ]

Incrédulo eu bebo a vertigem do teu sexo
Que paralisa o veneno do meu tédio diário


ERÓTICA. SÓ MINTO UM POUCO...
Sandra Camurça
[ in O Refúgio ]

basta-me um olhar que me deixe nua
entre o último e o primeiro gole

basta-me uma palavra obscena
que embriague a carne úmida

basta-me uma falange e um anel
corrompendo-me entre as coxas

basta-me uma foda macia
e seu cheiro de macho pra levar na calcinha


A RAZÃO NÃO É DONA DO DESTINO
Carito
[ in Os Poetas Elétricos ]

Li em algum lugar uma associação entre o filme Os incompreendidos de Truffaut e o livro O apanhador no campo de centeio de Salinger. O filme completou 50 anos em 2009. O autor do livro morreu esse ano. Ambos falam da perda da inocência da infância, da revolta da adolescência, da inquietação da juventude... Eu acho que ainda não perdi essa inocência, essa inquietação... O que me faz falar sobre um livro que nem li. Quase todo mundo leu, menos eu. O que me dá um tempo de sobrevida, pelo menos meta-euforicamente falando, já que ainda posso sentir essa emoção adolescente ao despertar sensações de descoberta. Já o filme eu assisti nesse carnaval. Sempre é tempo de Nouvelle Vague... Lembrei dos meus 20 anos, descobrindo as coisas... As coisas dos outros - Leminski, Chacal, Arrigo Barnabé, Makaloba, Morangos mofados, Porcos com asas, Feliz Ano Velho, Tanto faz... E descobrindo as minhas coisas - meu sexo... minha droga, meu rock and roll... Talvez eu seja um adulto ridículo insistindo nisso. Mas tomando conhecimento do nome original do filme, "Os Quatrocentos Golpes" (que é uma expressão idiomática francesa que quer dizer algo como 'viver aprontando' ou 'pintar o sete)', lembrei da música de Beto Guedes A balada dos quatrocentos golpes (composição de Márcio Borges, Thomas Roth e Luiz Guedes): "Dentro de mim uma estrela arde no peito e derrama / Calma, coração, a razão não é dona do destino"...


Política
A ENTREVISTA DE LULA

"É uma peça de sabedoria política surpreendente, uma aula de Brasil inédita. Não se trata mais apenas do grande intuitivo. A intuição se manifesta no momento de tomar decisões centrais. Mas, sem visão de conjunto, não há intuição que resolva".

12 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Adorável Sandra...

nina rizzi disse...

os italianos não sabem mesmo o que fazem? Germi, Antonioni, minha mãe... rsrsrs...

Hoje o paraíso se chama Canindé. uma cidadezinha que, de um certo modo, guarda semelhanças con la vechia itália. impagável.

queria apagar o tédio e ficar assim, feliz por um triz.

um beijo, tá.

Milton Ribeiro disse...

Não vi este filme... Lamentável. Adorei os minutos iniciais. Só de ver Mastroianni caminhando no trem... Que tremendo ator!

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
Muito bom você relembrar esse clássico da comédia italiana e, provavelmente, no gênero comédia o melhor filme de Germi. Mastroianni, como quase sempre, está muito bem. E Stefania Sandreli, uma belezura no frescor dos 18 anos, por aí. Um abraço.

betina moraes disse...

*Adorável Sandra II*,

mestre,

o balaio está quente, os poemas ferventes (no outro post inclusive, ferveu-se de Patrícia Clemente) dando graus escaldantes a minha leitura, fazendo o meu sangue italiano borbulhar na qualidade do fogo,

ferveu-me de assis freitas,
abrandou-me na fala de bosco sobreira,

manteve acesa minha felicidade por ter acesso ao teu espaço.

um beijo.

Assis Freitas disse...

Assisti Divórcio à italiana no cine Capri, em Salvador, no início da década de 80. Era uma sessão às 23 horas de sábado que só exibia os filmes chamados clássicos. O cine Capri foi destruído por incêndio, mas a fogueira daquele tempo ainda queima. Tempos outros. Balaio de sábado comigo incluído. Vou fazer um brinde lá no barzinho, mestre. Abraço.

líria porto disse...

porque hoje é sábado, um brinde triplo! bom balaio, seu moço!!
tim tim tim!!!

Jens disse...

Lula, Sandrix, Bosco Sobreira, Assis Freitas, o excelente Carito e Marcelo...Eita, balaio porreta, tchê!
Abraço, Moacy.

Bené Chaves disse...

Moacy: 'Divórcio à italiana' foi exibido aqui em Natal em julho de 1963, no Rio Grande. Eu o assisti, precisamente, no dia 7. Na época gostei muito, mas nunca mais o vi.
Um abraço...

Carito disse...

dia desses, pré-carnaval, durante a captura de filmes para o balaio da minha folia cinematográfica, inda peguei (+ 1 vez) na caixa do dvd de 'divórcio à italiana', e acabei não levando, levando falta de novo, tem nada não, na minha próxima sessão não vai faltar essa sua indicação, pois o que aqui é indicado me identifico um bocado, tipo 'objeto voador sim identificado', é viagem certa, certeira, plena, e tudo vale a cena, mesmo quando a tela é pequena, tudo vale a palavra obscena pois pra frente é que se sandra, busco bosco, e assis caminha a humanidade... gracias moacy, por me incluir nesse sábado porreta!!!

Vais disse...

Saudações Moacy,
Sandrinha Erótica Camurça
Dona Erótica Moça que quebra tudo

Viajei em vertigem antídotos diários prum veneno sem fim no Ode Singular do Assis

abraço

sandra camurça disse...

grata, grata, grata. foi a Líria Porto quem me avisou que vc publicou meu poema. continuo sem computador em casa mas em breve, em breve vou comprar meu lepitopi.
beijos