terça-feira, 20 de abril de 2010

Alphonse Mucha,
em 1897,
o ano de
Un coup de Dès (Mallarmé)
Drácula (Stoker)
O homem invisível (Wells)
Os Sobrinhos do Capitão (quadrinhos)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2997
Rio, 20 de abril de 2010



INFERNO ASTRAL
Maria Vieira
[ in Por uma Maria Só ]

O frio recorta as vértebras,
me encolho num canto da sala
pro vento me esquecer.


O TIMONEIRO
Sônia Brandão
[ in O Pássaro Impossível ]

A noite cai sobre o meu barco.
Para onde me levará o vento?


DEFLORAÇÃO
Líria Porto
[ in Tanto Mar ]

a terra molhada
exala um perfume
tão próprio das fêmeas
um cheiro de coito
e dentro em pouco
estará inundada
de verdes de brotos
de intumescências


De GOETHE
[ in Máximas e reflexões ]

Na tradução deve ir-se até ao intraduzível:
só então nos daremos conta da nação estrangeira
e da língua estranha.



14 comentários:

líria porto disse...

tem nada melhor que cair no balaio!
besos

Assis Freitas disse...

Essas mulheres - Líria, Sonia e Maria -, e suas poesias, precisas, e necessárias. Abraço.

Adriana Godoy disse...

Beleza. Destaque para o poema de Líria Porto. Bj

Maria Vieira disse...

é tão bom qdo minha leitura diária do balaio é interrompida pela surpresa de ver um poema meu ai... uma mistura de timidez com felicidade muito louca. obrigada.
p.s.: foi presente de aniversário! completei ontem 25 outonos em pleno dia de índia.

Pedrita disse...

adoro alphonse mucha. beijos, pedrita

Jarbas Martins disse...

onde está meu comentário que eu fiz sobre o poema de líria porto?lá se foi uma bela tirada. mas o que tenho mais a dizer sobre as desartes de líria ? gostaria de ouvi-la, em sua desconcertante presença, dizer seus poemas. ler os seus poemas em
livro,em formato de bolso de camisa, perto do coração.sentir sua leveza mineral, ver os gestos vegetais de líria e tatear as páginas do livro-líria.xêros.

Moacy Cirne disse...

Jarbas:
Não tenho a manor ideia. Só sei que, de minha parte, não houve a menor interferência em seu comentário inicial. Lamento que a sua "bela tirada" não esteja ao alcance de todos nós e da própria Líria. Seria possível reescrevê-lo?

Um braço amigo.

Jarbas Martins disse...

o substantivo plural do tácito costa é uma nau à deriva. o balaio
desce em ritmo de correnteza abaixo.segue um comentário a uma postagem no sp sobre cortázar.
cortázr e jarbas martins. coincidências, sincronias ? tenho uma filha chamada talita, um filho chamado lucas, uma mulher que é bioquímica, um amigo (dos tempos da puc/sp) chamado manuel, que conhecia tudo sbre cortázar. pratico fugas, evasões, frequento/frequentei grupos e ambientes artístico-literários mais venenosos que o clube da serpente, gosto de palíndromos, sonetos estrambóticos,a numerologia como lúdica porque tenho horror ao vazio, gosto desse
vício pós-moderno que é a arte de citar e desconfio que pertenço a um mundo-maga, viu, nina rizzi ?

blog espiatório disse...

jarbas - o livro eu te mando - mas como?? manda-me o endereço, terei imenso prazer em to enviar!
besossss

Jens disse...

Terça-feira poética e feminina. Bom, isto.

Um abraço.

leitor expiatório de blog disse...

enviarei meu endereço pro teu emeio. bjs.

Dilberto L. Rosa disse...

Estou com o Jens: Líria Porto mais uma vez ótima! Só faltou uma 'pin-up' de priscas eras... Abração!

BAR DO BARDO disse...

Adoro mulheres desde criancinha...

nina rizzi disse...

jarbas, amigo, acabo deler seu comentário aqui e no sp. feliz coincidência, hein? a minha é que, quando li rayuela, ainda na faculdade, estava entrando em contato com a filosofia de wittgeinstein e jurava, jurava que era o personagem-jogador. ou seria a maga?

só não entendi a nau à deriva e o balaio correnteza abaixo. diabéisso, camarada?

já ao balaio: nem há o que destacar. o poema de líria figura no livr da tribo com uma imagem belíssima de cris carnelós. ah, onde estarpa meu vento? parece também perguntar a imagem co'as mãos erguidas, mas qu'essa cara de europeia nem vai a saber, isso com oyá, minha branca, coisa de yorubás.

abraços.