terça-feira, 27 de março de 2007

No Cais Natal de Ponta Negra
(para Márcia Philgueira,
Luciana Maria,
Iara Maria, Ana Lúcia
e Maria Elina)

[ in A Taberna ]

o mar à noite
me revela profunda beleza
e um apelo céltico à esperança...

o mar à noite
me entrega a sensação
de que
de alguma forma
sou imortal.

Wescley J. Gama (Currais Novos, RN)


BALAIO PORRETA 1986
Nº 1981
Rio, 27 de março de 2007


É tudo verdade 2007
OS DOCUMENTÁRIOS DE KRZYSTOF KIESLOWSKI
No Cinema Odeon (Cinelândia, Rio), em três sessões consecutivas:

** /Ótimos/:
Primeiro amor (1974), média
Curriculum vitae (1975), média
Cabeças falantes (1980), curta
O ponto de vista de um guarda noturno (1977), curta

* /Bons/:
Raio X (1974), curta
Pedreiro (1973), curta
A fábrica (1971), curta

# /Interessantes/:
Estação (1980), curta
Sete mulheres de idades distintas (1978), curta
Refrão (1972), curta
Hospital (1976), curta

º /Decepcionante/:
Claquete (1976), curta

"O documentário, já esgotado e destruído por sua linguagem, deve chegar ao real, e encontrar nele dramaturgia, ação e estilo. Deve criar uma nova linguagem resultante de um registro da realidade mais preciso do que o existente até agora" (Kieslowski, 1968).

Memória
OS 25 MELHORES FILMES ERÓTICOS DE TODOS OS TEMPOS

Segundo a revista Ele Ela (Rio), de novembro de 1990:

O império dos sentidos (Oshima, 1976)
Os cafajestes (Ruy Guerra, 1962)
Os amantes de Maria (Konchalovski, 1984)
E Deus criou a mulher (Vadim, 1956)
O último tango em Paris (Bertolucci, 1972)
Menina bonita (Malle, 1977)
A dama do lotação (Neville D’Almeida, 1978)
A bela da tarde (Buñuel, 1967)
Dona Flor e seus dois maridos (Bruno Barreto, 1976)
A vergonha da selva (Picha, 1976), animação
Histoire d’O (1975)
O pecado mora ao lado (Wilder, 1955)
Bete Balanço (Lael Rodrigues, 1984)
Calígula (1979)
Eu te amo (Arnaldo Jabor, 1981)
9 e ½ semanas de amor (Lyne, 1986)
Nosferatu, o vampiro da noite (Herzog, 1979)
A menina do lado (Alberto Salva, 1987)
Emmanuelle (Jaeckin, 1974)
O amante de Lady Chaterlley (Jaeckin, 1982)
Amor, estranho amor (Walter Hugo Khoury, 1982)
O ano azul (Sternberg, 1930)
A dama de vermelho (Wilder, 1984)
Crônica do amor louco (Ferreri, 1981)
A mulher do lado (Truffaut, 1981)

Em tempo:
No mesmo número da Ele Ela, Nas graças de Beja, quadrinhos (coloridos) de Ofeliano d’Almeida, tendo como personagem principal – além de Dona Beja – um tal de Moacy Cirne, vivendo uma aventura erótico-delirante nas terras mineiras de Araxá.

5 comentários:

Francisco Sobreira disse...

Moacy,
Creio que o que Kielowski quis dizer sobre o documentário se encaixa bem em "Cabra Marcado para Morrer". Quê que você acha? E sobre a lista dos filmes eróticos, creio que "Emmanuelle" está mais para o pornô do que para o erótico. Parece ser o caso, também, de "Calígula", cujo diretor você esqueceu de mencionar. Será Tinto Brass? Também você esqueceu o diretor de "Histoire de !O". É Rohmer? Um abraço.

Moacy Cirne disse...

Sobreira: Acho que foi mais uma questão de "preguiça" (ou melhor, de falta de tempo) o 'esquecimento'. Como a Ele Ela deixou de lado os nomes dos dois, não fiz a pesquisa necessária. De qualquer maneira, Rohmer fez o belíssimo "A Marquesa d'O" e não o filme mencionado. Em tempo: pesquisando agora, eis os seus diretores: Caligula (Tinto Brass [de fato!); Histoire d'O (Just Jaeckin). Um abraço.

Mulher na Janela disse...

Moacy, querido...
O poema de Wescley vi nascer sob os ventos de Natal, no Dia da Poesia. Momentos únicos.
Momento único também o nosso Dia aqui em Currais Novos. Superou todas as expectativas. Currais Novos ganhou cores novas e hoje ainda sinto a poesia entre os telhados das casas. Foi lindo mesmo! Depois te mando umas fotos!

Beijos...

Alexandro disse...

Professor!

Eita que voltamos a colocar conto novo de FC lá no disruptores. Aparece por lá e diz ao menos se prestou. Preciso fazer uma pesquisa sobre fauna e flora dos sertões do seridó - e também da região Assu. Homem, me acuda e indique algo ou alguém que possa ajudar. Adoro esse livro de Hilda Hilst. Magnífico.
Um abraço.
Alex de Souza

Wescley disse...

Moacy, fico grato por esse balaio sempre abrir as portas, digo as bordas, para a poesia seridoense...grande abraço.