quinta-feira, 31 de maio de 2007

A grandeza de um clube de futebol não nasce da noite para o dia, não se constrói através de pequenas vitórias, de conquistas sem alma e sem dor. Há certas derrotas que são muito mais mitológicas do que alguns possíveis triunfos sem sal e sem amor. Por exemplo, a derrota do Flamengo para o Fluminense, no empate de 2 a 2, no famoso Fla-Flu da Lagoa, que deu o título ao tricolor. Tem mais: torce-se por este ou aquele clube por sua história, por eventuais grandes jogadores que fizeram parte dessa história, pela conquista de campeonatos memoráveis. Assim, no Rio, o Flamengo é grande pela Era Zico, pelo tricampeonato de 1953-54-55, pelos timaços dos anos 30, pela vitória em Tóquio, pelos títulos nacionais e por sua imensa torcida. E pelo Carioca que conquistou, ao empatar o Fla-Flu de 1963: o maior público interclubes de todos os tempos - mais de 180 mil espectadores no Maracanã. O Vasco é gigante pelo Expresso da Vitória (final dos anos 40), pelo supercampeonato de 1958 (provavelmente a mais emocionante disputa Carioca, até hoje) e por sua história proletária dos anos 20. E por Ademir, Romário e Roberto Dinamite. O Botafogo é glorioso pela Era Garrincha (que incluía Didi e Nilton Santos), pelo momento Gérson-Jairzinho, pela conquista de vários títulos Cariocas importantes (como o de 1948) e por sua supersticiosa torcida. Já o Fluminense é o Fluminense. O Fluminense de Castilho, Píndaro e Pinheiro. E de Telê Santana. O Fluminense campeão brasileiro em 1970 e 1984. O Fluminense que conquistou o Fla-Flu da Lagoa e os Fla-Flus de 1969, 1973, 1983, 1984 e 1995. O Fluminense da Era Rivelino. O Fluminense dos 30 campeonatos Cariocas. E muito mais. (Moacy Cirne)


BALAIO PORRETA 1986
nº 2030
Rio, 31 de maio de 2007


ALGUNS POETAS NORTE-RIO-GRANDENSES
Nossas admirações e nossas reticências no campo verbal
(Versão-em-progresso, a ser ampliada e/ou revisada,
em função de novas leituras e releituras
crítico-afetivo-libertinárias)


Nossas admirações

1º Grupo:
José Bezerra Gomes
Jorge Fernandes
Nei Leandro de Castro
Zila Mamede
Luís Carlos Guimarães

2º Grupo:
Sanderson Negreiros
Homero Homem
Marize Castro

3º Grupo:
Iracema Macedo
Carmen Vasconcelos

4º Grupo:
Diógenes da Cunha Lima
Miguel Cirilo
Myriam Coeli
Diva Cunha
Jeanne Araújo
Iara Maria Carvalho
Theo G. Alves
Newton Navarro
Gilberto Avelino
Adriano de Souza
João Lins Caldas
Jarbas Martins
Lisbeth Lima de Oliveira
Paulo de Tarso Correia de Melo

5º Grupo:

Auta de Souza
Henrique Castriciano
Jaime dos G. Wanderley
João Gualberto Aguiar
R. Leontino Filho

Wescley J. Gama
Nivaldete Ferreira
Márcio de Souza Dantas
Ana de Santana
Joselita Bezerra da Silva
Volonté
Eli Celso
Celso Boaventura
Moysés Sesyom

Nossas reticências

Othoniel Menezes
Ferreira Itajubá
Palmira Wanderley
Antoniel Campos
Luiz Rabelo
Deífilo Gurgel
Augusto Severo Neto
Alex Nascimento
Walflan de Queiroz
Dorian Gray
Esmeraldo Siqueira

Nossa reticência maior

Nísia Floresta
(se é que ela é uma autora potiguar...)

7 comentários:

Mulher na Janela disse...

Moacy, meu caro... que honra fazer parte de sua seleçao de poetas norte-rio-grandenses...ao lado de figuras como Diva Cunha...isso é muita honra mesmo!
Eu estava meio sumida, mas nunca esquecida desse mestre carinhoso e amigo que é voce!
Aparece, tá?
Beijos aqui do Rio Grande.

Francisco Sobreira disse...

Moacy,
E o Tricolar, hem? Escapou de perder nos últimos minutos. Aliás, ontem em fiz um comentário aqui, alertando para o Figueirense. É claro que o Flu ainda é um grande clube, tem tradição, tem história e pode perfeitamente sair de Santa Catarina com o título. Cada jogo é um jogo. Mas não vai se fácil e você sabe disso. Um abraço.

Anônimo disse...

Moacy,
legal aparecer nessa sua lista...
Sinto admiração por você desde o meu tempo de estudante de jornalismo quando meus professores - Antonio Fausto Neto, Jomard Muniz de Brito, Albino Rubim, Lourdes Bandeira e outros -, falavam de sua pesquisa com os "quadradinhos"... e o melhor: no final de semana passado encontrei-me com uma professora muito querida minha e que me disse ser sua prima: Neide Medeiros. Para você ver: tão longe, tão perto. Um abraço, Lisbeth
lisbethlima.zip.net

Odon JR disse...

Caro Moacy

Fico muito feliz em ler e encontrar curraisnovenses nessa lista. Participamos do DCE/UFRN e recentemente fizemos um concurso de poesia no Campus da UFRN de Currais Novos, aberto para todos os cursos. Chama-se I Concurso José Bezerra Gomes de Poesia. Tivemos 16 participantes. Provavelmente o poema vencedor estará no seguinte link semana que vem: (www.cnagitos.com/juventude.htm) Um forte abraço e saudações seridoenses.

Felipe, SM disse...

Nossa reticência maior...
Não tive mais tempo de ler sobre Nísia Augusta, mas do pouco que lembro-me dos apontamentos escolares, o que havia de mais potiguar na Nísia, era esse seu nome fictício...com todo respeito ao seu trabalho, não creio que ela tivesse o nosso Rio Grande como o seu porto seguro, a exemplo do nobre amigo, que mesmo vivenciando o dia-a-dia de Laranjeiras, não esquece a essência de sua gente. Por falar em Laranjeiras já enviei um email à Wikipédia, reclamando a atualização da lista com nome de moradores ilustres daquele bairro, no sentido de acrescer o seu nome, claro!
Um abraço carinhoso e cheio de saudades. Felipe,SM.

Marco disse...

Caro mestre Moacy,
O futebol tem um quê de mágica que vai no cerna da paixão das gentes. Cada torcedor sabe porque seu time é grande, uma grandeza que ele herdou de antes e que se esforça para transmitir adiante.
Bom texto. Carpe Diem.

Anônimo disse...

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