segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


Cartaz de
H. Gray (Henri Boulanger),

de 1899,
para as bicicletas Sirius
in
The pin-up,
de Mark Gabor


BALAIO PORRETA 1986
n° 2189
Rio, 17 de dezembro de 2007


A BIBLIOTECA DOS MEUS SONHOS

The pin-up
; a modest history [1972], de Mark Gabor. Köln : Evergreen/Taschen, 1996, 274p. [] História, visualmente documentada, de estrelas & atrizes reais e imaginárias, que, de forma sedutora, atraíram ou ainda atraem o público masculino para os mais diversos produtos de consumo doméstico - ou não. Como, por exemplo, as bicicletas Sirius, no final do século XIX. Desenhadas ou fotografadas, foram e ainda são mulheres que sabem ser dengosas e desejáveis. Mais do que qualquer outra coisa, o livro de Mark Gabor é uma viagem no tempo, destacando a ousadia de artistas e editores em relação ao corpo da mulher, mulher essa que se apresenta(va) sempre jovem, sempre bela, sempre envolvente. Mas, de qualquer maneira, há, no livro, um capítulo dedicado ao corpo da figura masculina - "os heróis da tela" -, a partir de Ramon Novarro, que encantou a platéia feminina em Ben-Hur, de 1926. Apesar da presença de Novarro e outros, no final das contas The pin-up (e o nome já o diz!) termina por ser um inventário gráfico de anúncios publicitários que, em sua esmagadora maioria, atinge o mundo do homem.


INVENTÁRIO
Dailor Varela (RN/SP)
[ in Do meu caderno amarelo. Natal, 1994 ]

Para meus filhos
deixarei silêncios e
uma bicicleta azul que
nunca houve.
Deixarei poemas mal
escritos e palavras nunca
ditas por minha timidez
de poeta menor.
Deixarei um impreciso relógio
que cotidianamente me mata.


(RE)LEITURAS [COMPARATIVAS] DO MOMENTO

A gaia ciência [1882], de Friedrich Nietzsche. Trad. & notas Paulo César de Souza. São Paulo : Companhia das Letras, 2005, 362p.

A gaia ciência. Trad. Márcio Pugliesi, Edson Bini e Norberto de Paula Lima. São Paulo : Hemus, 1981, 294p.

A gaia ciência [fragmentos], in Os Pensadores. Trad. & notas Rubens Rodrigues Torres. Filho. São Paulo : Abril Cultural, 1974, p.195-231.

La ciencia jovial. Trad. & int. José Jara. Caracas : Monte Avila, 1990, 302p.

9 comentários:

adelaide amorim disse...

Moacy, falo de você no post de hoje, que tem um item sobre filmes prediletos. Não leve muito a sério minhas preferências, são coisa de leiga no assunto.
Beijo pra você.

adelaide amorim disse...

E que beleza o poema de Dailor Varela!

Carito disse...

Moacy: que belo esse poema de Dailor Varela! E em relação a aula de hoje (a qual também adorei), uma curiosidade para você: Michelle Regis, cantora dOs Poetas Elétricos, tem uma bela pin-up tatuada no braço. Abraços!

Jens disse...

Oi Moacy.
The pin-up: yes. YES!
***
Que baita poema esse do Dailor Varela. Porreta! Clap!Clap!Clap!

Anônimo disse...

Lindo poema do Dailor!!!!

Abraço!

Ada

Felipe Nobrega disse...

e aí Moacy, dá uma olhada lá nos filmes de 2007.
abarços

Bosco Sobreira disse...

Pô, que poema!
Forte abraço.

Oliver Pickwick disse...

Ei, Moacy, esses seus blogs, o Balaio, assim como, o Poema/Processo 1967, são únicos, reconhecíveis, tem a sua marca, como uma digital. Ouu um holograma, para que não fiquem pensando que somos velhos. São museus virtuais, de uma diversidade ilimitada.
Em vista da minha primeira visita aqui - na semana passada, tirei a poeira dos livros de histórias em quadrinhos de sua autoria que tenho guardados, e estou relendo-os outra vez.
Já havia deletado da minha mente, a cena em que Eisner erra de propósito a perspectiva do desenho, para permitir ao Espírito antever a cilada armada para ele numa esquina.
Ei, camarada, de vez em quando faz uma menção às HQs aqui no Balaio.
Abraços, e tenha uma ótima semana!

Acantha disse...

Lindo poema. Tocante.