sábado, 26 de abril de 2008


Assim caminha a humanidade,
de George Stevens,
lançado em 1956,
o ano de
Rastros de Ódio (Ford)
Um condenado à morte escapou (Bresson)
O sétimo selo (Bergman)
Grande sertão: veredas (Guimarães Rosa)
Corpo de baile (Guimarães Rosa)
A cidade e as estrelas (Clarke)
A ave (Wlademir Dias Pino)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2296
Rio, 26 de abril de 2008



CANHOTO DA PARAÍBA (1928-2008)

Encantou-se Canhoto da Paraíba (Chico Soares).
Um músico para ser ouvido com emoção.
Autor de pelo menos um disco
absolutamente indispensável:
Pisando em brasa
(Caju Music, 1993).


A LEITURA DA SEMANA
Carta a D. - História de um amor,
de André Gorz.
Trad. Celso Azzan Jr.
(São Paulo : Annablume ; CosacNaify, 2008)

"Tive muitas dificuldades com o amor (ao qual Sartre dedicou umas trinta páginas de O ser e o Nada), pois é impossível explicar filosoficamente por que amamos e queremos ser amados por determinada pessoa, excluindo todas as outras" (p.25).

"É isto: a paixão amorosa é um modo de entrar em ressonância com o outro, corpo e alma, e somente com ele ou ela. Estamos aquém e além da filosofia" (p.26).

"O principal objetivo do escritor não é o que ele escreve. Sua necessidade primeira é escrever. Escrever, isto é, ausentar-se do mundo e de si mesmo para, eventualmente, fazer disso a matéria de elaborações literárias" (p.28)

"Eu necessitava de teoria para estruturar meu pensamento, e argumentava com você que um pensamento não estruturado sempre ameaça naufragar no empirismo e na insignificância. Você respondia que a teoria sempre ameaça se tornar um constrangimento que nos impede de perceber a complexidade movediça da realidade" (p.41).

"Você acabou de fazer oitenta e dois anos. Continua bela, graciosa e desejável. Faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. Recentemente, eu me apaixonei por você mais uma vez, e sinto em mim, de novo, um vazio devorador, que só o seu corpo estreitado contra o meu pode preencher" (p.70).


RECOMENDAMOS ESPECIALMENTE

Caros Amigos, ano XII, núm. 133, São Paulo : abril de 2008.
Matéria de capa: José Agripino - Quem é? A pose de santa de altar disfarça o neocoronel com todos os seus vícios. O artigo, assinado por Léo Arcoverde, tem o seguinte título: Os rabos-de-palha de um filhote da ditadura, p.28-32. Com a sugestiva chamada: "O senador José Agripino Maia (DEM-RN) é apresentado pela mídia grande como um ícone da moral. Sempre entrevistado para denunciar as mazelas do governo Lula e pontificar sobre ética política. Seu passado, porém não o abona".


BLOGUE MUITO BOM

Gentilmente, Jens, o gaúcho da Toca, concedeu-nos um selo de Blogue Muito Bom. Teríamos que indicar mais sete. Só que são mais de sete os blogues amigos realmente bons. E agora? Mas já que Jens, colorado vibrador, adora futebol, poderíamos indicar onze nomes. E os suplentes? Como ficaria a lista? E o time reserva? Na verdade, teríamos, basicamente, dois times, além de seus respectivos suplentes: o dos marmanjos e o das meninas. Poderíamos voltar a publicar, a cada sábado, um Blogue Porreta do nosso agrado. O próprio Jens, se não estamos enganados, foi agraciado uma vez com o título. Pois é... Vamos pensar com calma no assunto.

7 comentários:

Bosco Sobreira disse...

Meu caro Moacy,
Um comunicado sem nenhuma importância: reativei o blogue. Quando lhe sobrar um tempo, e se puder, dá uma passadinha lá.
Forte abraço.

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
"Giant", além de não ser um bom filme (entre outros defeitos, é longo demais), teve o azar de ser lançado no ano de "Rastros de Ódio", "O Sétimo Selo" e "Um Condenado à Morte Escapou", três obras de peso, principalmente o primeiro. E certamente haverá outros que estamos esquecendo. Mudando: embora curta, valeu a sua lembrança da morte de Canhoto da Paraíba, um dos maiores violonistas deste país, admirado por gente que entende do assunto, como Paulinho da Viola, entre outros.

benechaves disse...

Moacy: não gosto de 'Assim caminha a humanidade', ao contrário dos outros três citados abaixo.
Olha: consegui, pela internet, assistir ao filme do Mizoguchi 'A imperatriz Yang Kwei Fei', só que com legendas em espanhol. E revi 'A guerra acabou', com legendas também em espanhol.(Não gostei tanto quando o vi em 1968, mas acho que perdi muito por conta das legendas). Baixei 'Un partie De campagne', mas aí só consegui legendas em inglês. Então, nada feito.
E gostei muito de 'O céu de Suely', também visto pela internet. O que não aconteceu com 'O baixio das bestas', acho que de violência gratúita.
Consegui tb 'Crônica de Ana Magdalena Bach', mas não tem legenda e é falado em alemão. Coitado de mim...(rs)

Um abraço...

Moacy Cirne disse...

BENÉ e SOBREIRA: Ao contrário de vocês, gosto de "Assim caminha a humanidade". Mas, certamente, os filmes de Ford, Bresson e Bergman são melhores, bem melhores. Abraços.

Jens disse...

Ô Moacy, tô contigo. Também gosto de Assim Caminha a Humanidade. Quanto aos mimos da blogosfera, são legais, né? Semana que vem, mais novidades. (Cara, que falta do que fazer. Ou não. É bom).
Um abraço. Bom sábado.

Gardagami disse...
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ana de toledo disse...

Blog muito bom?? É bom DEMAISSSSSSS!!
Beijão