terça-feira, 20 de maio de 2008


Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho
(Tijuca, Rio),
construída em 1625
Foto de
Reynaldo Monteiro
in Olhares


RECOLHIMENTO
Lisbeth Lima
[ in Flor de Craibeira ]

Quando entro numa igreja,
uma igreja entra em mim.
[Originalmente publicado in Dormência, 2002]


BALAIO PORRETA 1986
n° 2320
Rio, 20 de maio de 2008


Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter;
ter deve ser a pior maneira de gostar.
(José Saramago)


DOIS SENTIDOS
Vais
[ in Uma Conta Um Conto ]

minhas mãos se ocupam de outros afazeres
e os olhos continuam vendo e lendo


POEMA de
Moacy Cirne

os segredos da tua alegria
poderão ser lambidos
em poemas
de muitas noites
e ventanias?
os mistérios de teu olhar
serão intangíveis
como pássaros
embriagados de abismos
e oceanos?
na viagem
que se faz vida
e linguagem
não há respostas possíveis

só distâncias impossíveis.

(2001)


RECOMENDAMOS
a leitura do poema Ananás,
de Carlos Gurgel (Natal, RN),
in On The É,
cujos versos iniciais são:
n'algum lugar
entre
novilhos e matilhas
reside o desdém

8 comentários:

Glória disse...

Bom dia Moacy, adorei tudo, imagem, citações e sobretudo o teu poema, belíssimo.
Abraço do seridó!

Mme. S. disse...

o poema está realmente revelador. adorei também, assim como a glória, todo o resto.

adelaide amorim disse...

Quanta beleza reunida, mestre Moacy!
Além dos livros sobre HQ, você teria também um livro de poemas? Esse poema está particularmente rico, dá vontade de ler mais.
Beijo grande

marilia jackelyne disse...

ter - gostar - liberdade - amor
coisinhas difíceis de enfiar numa relação só...
abç

Jens disse...

Oi Moacy.
Estimulante o teu lado poético. Mais, mais...
Um abraço.

orlando pinhº d-silva disse...

belo poema moacy.
viagem vida linguagem vertigem
respostas(im)possíveis.
perdoe-me a redução.
como dito acima: é pra ser lido e relido.
abração!

Vais disse...

Olá querido Moacy,
salve, salve
no livro A Caverna do Saramago, tem uma parte onde ele escreve que os dedos tem cérebros, que coisa esse homem escreveu.
lindo seu poema, e fico pensando o tanto que já foi conseguido para que estas disntâncias não sejam assim tão impossíveis.
Moço, olha que amei de vir parar no Balaio, grata.
Da Adília, 'os livros não são feitos de carne e osso' e ' a vida é livro'
os livros são vida, não de carne e osso
Beijos

Maria Maria disse...

vim cascavilhar o balaio e achei poemas lindos como o seu e o de Lisbeth lima. Ô, menina para saber dizer o que pensamos. tenho novidades lá em casa. Beijos de Maria Maria