sábado, 13 de setembro de 2008


Clique na imagem
(Limpe os pés na luz antes de entrar,
foto de MIDC, em Cidade dos Reis),
para ver o vídeo
Palarveando
(premiado no Curta Natal 2006),
de Mário Ivo D. Cavalcanti


BALAIO PORRETA 1986
n° 2424
Natal, 13 de setembro de 2008


as palavras vão comigo:
preciso de companhia.
os gestos deixo contigo:
são do bem que te queria.
(Miguel CIRILO. Os elementos do caos, 1964)


NO BANCO DA PRAÇA
Bosco Sobreira
[ in A Pedra e a Fala ]

A criança no meu colo
espia o cão
que espia a tarde
que espia o mar
que espia o sol
que espia as dunas
que nos espiam

Felicidade
(talvez)
seja um pouco menos que isso


OS MELHORES FILMES DOS ANOS 50
Moacy Cirne
[ segundo as indicações de A cinemateca imaginária ]

1. Hiroshima, meu amor (Resnais, 1959)
2. Contos da lua vaga (Mizoguchi, 1953)
3. Rastros de ódio (Ford, 1956)
4. A marca da maldade (Welles, 1958)
5. A palavra (Dreyer, 1955)
6. Morangos silvestres (Bergman, 1957)
7. O grito (Antonioni, 1957)
8. Um condenado à morte escapou (Bresson, 1956)
9. Diário de um pároco de aldeia (Bresson, 1950)
10. A princesa Yang Kwei Fei (Mizoguchi, 1955)
11. Pickpocket (Bresson, 1959)
12. Acossado (Godard, 1959)
13. Rio Bravo (Hawks, 1959)
14. Cantando na chuva (Kelly & Donen, 1952)
15. As férias do Sr. Hulot (Tati, 1953)
16. Othello (Welles, 1952)
17. Crepúsculo dos deuses (Wilder, 1950)
18. Janela indiscreta (Hitchcock, 1954)
19. Era uma vez em Tóquio (Ozu, 1953)
20. Rashomon (Kurosawa, 1950)
21. Os amantes crucificados (Mizoguchi, 1954)
22. Cinzas e diamantes (Wajda, 1958)
23. Johnny Guitar (Ray, 1954)
24. A carruagem de ouro (Renoir, 1952)
25. Senso (Visconti, 1954)
26. A sala de música (Ray, 1958)
27. Vertigo (Hitchcock, 1958)
28. A roda da fortuna (Minnelli, 1953)
29. Velhas lendas tchecas (Trnka, 1953), animação
30. Noite e neblina (Resnais, 1955), curta
31. Quanto mais quente melhor (Wilder, 1959)
32. Guerra e humanidade - I (Kobayashi, 1959)
33. Viver (Kurosawa, 1952)
34. Glória feita de sangue (Kubrick, 1957_
35. O intendente Sansho (Mizoguchi, 1954)
36. Meu tio (Tati, 1958)

Nota:
Seleção sujeitas a revisões, chuvas, cajus e trovoadas.


Política natalense
MENTIRAS E MISTIFICAÇÕES
Tácito Costa
[in Substantivo Plural, republicado in Sopão do Tião ]

As pessoas são livres para fazer suas escolhas. Em todos os campos. E eu tenho o maior respeito pelas escolhas alheias. Para que respeitem as minhas. Para que tenhamos também uma convivência com mais tolerância. Agora, essas escolhas não podem ser justificadas com base na mentira histórica ou na mistificação. A história não pode ser adulterada para se adequar à vontade ou caprichos pessoais. A morte pode muito, menos transformar bons em maus e maus em bons. Embora num país que cultiva tão pouco a memória como o Brasil, esse risco esteja sempre presente. A revisão histórica se torna ainda mais escandalosa quando parte de pessoas esclarecidas, algumas até cultas, porque aí a mentira soa cínica, interesseira. Porque sabemos que aquela pessoa sabe exatamente como os fatos ocorreram, mas deturpa e confunde propositalmente, movida por interesses pessoais os mais variados. Nem a gratidão, que Dom Quixote, instado por Sancho, diz ser uma das mais importantes qualidades humanas, pode se sobrepor à verdade. Por isso, soa estranho que se venha agora a público, como ocorreu recentemente em um programa eleitoral, dizer-se que o ex-senador Carlos Alberto de Souza foi um bom político. Quem acompanha a política do Rio Grande do Norte sabe que a trajetória de Carlos Alberto foi marcada pelo oportunismo, populismo, demagogia e reacionarismo. Começou sua carreira no antigo MDB, passou por vários partidos, até chegar a líder do último governo da ditadura militar, o Governo João Figueiredo, e defensor do 'inquérito' forjado pelos militares para abafar o Riocentro. Como prêmio ganhou o seu canal de televisão. Uma trajetória como essa não pode ser enaltecida e nem servir de modelo para ninguém.

3 comentários:

Bosco Sobreira disse...

Obrigado pela lembrança de um texto tão despretensioso, meu caro Moacy.
Uma honra aparecer em seu blogue.
Abraço.

Anônimo disse...

Balaio é porreta pracaralho.!
Abraços, Douglas.

Beti Timm disse...

Mestre,
como toda vez que venho aqui saio jubilada, e só tenho a te agradecer,´por um texto e um grito de revolta tao contundente. Estou com você, a hipocrisia e a impunidade, esquecem os bons e enaltecem os maus, mascarando os bons príncipios. Beijos solidários