segunda-feira, 10 de novembro de 2008


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Miriam Makeba
(1932-2008)
interpretando
Chove chuva, de Jorge Ben


BALAIO PORRETA 1986
n° 2475
Rio, 10 de novembro de 2008

A sul-africana Miriam Makeba, que acaba de se encantar, representou, durante anos (sobretudo nos 60 e 70), a voz dos direitos civis da Mãe África: uma voz contra o preconceito que atingia brutalmente os negros de sua terra natal - e também uma voz a favor da justiça social.


JÁ ERA
Vivi Fernandes de Lima
[ in Releituras ]

Era pra ser um poema de despedida,
mas cadê vontade?
Era pra ter sido uma noite sem bebida,
mas cadê coragem?
Era pra eu esquecer o teu cheiro,
mas ele é tão bom...
Era pra eu não reconhecer a tua voz,
mas eu ainda me arrepio!
Era pra eu ficar em paz,
mas você é muito atento.
Era pra eu não querer te ver nunca mais,
mas nunca mais é muito tempo.

SEM PRESSA
Líria Porto

névoas rugas nuvens
neve ferrugem

mesmo assim
a velhice é breve
e a vida um luxo


BALAIO DE CITAÇÕES ESPORRENTAS
[ in O melhor do mau humor, de Ruy Castro ]

Heresia é apenas um outro nome
para liberdade de pensamento.
(Graham Greene)

Há escritores que escrevem literatura.
Outros só conseguem escrever escrita.
(Raymond Chandler)

Gosto de televisão porque ela me permite
falar coisas sobre as quais não acho que valha a pena escrever.
(Truman Capote)

Nenhuma pergunta é indiscreta.
Certas respostas é que costumam ser.
(Oscar Wilde)

7 comentários:

Jens disse...

Oi Moacy.
Voltei e já me atualizei com as façanhas de Chico Doido. A criação da cadeira 69 na ABL, com Carlos Zéfiro de patrono, foi entusiasticamente aprovada pela turma do Bar do Alemão (a nossa mesa, além de se chamar Recanto do CD, tem agora o número 69). A propósito, o livro com os 69 poemas do vate de Caicó merecem uma republicação. Por aqui, o sucesso é garantido.
Um abraço.

Cláudio Jorge disse...

Cheguei neste belíssimo blog seguindo os rastros da poesia de minha amiga Vivi Fernandes. Gostei de tudo e ainda revi Miriam Makeba, falecida hoje. Que pena, a vida é assim, as pessoas geniais também morrem. Caso do violonista que está ao fundo acompanhando a Miriam. Geralmente não se dá muita importância àqueles que ficam lá na retaguarda dos solistas, mas aquele albino ali é o Sivuca, diretor musical por muitos anos da Miriam Makeba e autor do arranjo de seu maior sucesso. Aquela música que fala "tá com pulga vá se esfrega...". Parabéns pelo blog. Felicidades.

Mariana disse...

simplesmente ótimo!

líria porto por aqui, nada melhor!

Jens disse...

Pô, esqueci:
tchau, Miriam.

Bee-a disse...

Olá Moacy!
Quero agradecer pela visita ao Constelar. Gostei muito de seu blog, por compartilhar e nos embriagar com boa poesia - muitas vezes desconhecida.
Um abraço!

Dilberto disse...

Bacanas os poemas e mais ainda as frases (só faltou Woody Allen, Groucho Marx e Rachel Welch, os impagáveis!). Falando em Poesia, tem Cecília Meireles nos Morcegos, abração!

Marco disse...

Caro mestre Moacy,
nem sabia que a Makeeba tinha subido para o andar de cima... Lembro dela, nos meus bailinhos adolescentes, cantando Pata-Pata.
Mais uma de suas postagens porretas...
Tenho uma surpresa para você: tenho andado com saudades dos gibis que eu lia nos anos 60. No sábado passado, estive na Feira de antiguidades da Paraça 15 e vi uma banca cheia deles. escolhi uns cinco, paguei e levei-os para casa. em um deles, num Batman N. 13, 3a. Série, de novembro de 1970, na contracapa, leio o seguinte trecho: "Para Abraham Moles, em gráfico publicado em obra recente, a leitura dos comics atinge o máximo entre idades de 10/15 anos (quase 80% no cômputo da leitura diária, em primeiro lugar), estacionando entre 30/40 anos (55%, em segundo lugar), decrescendo a partir dos 50 anos, notadamente entre mulheres (de 40 para 25%, em 5o. lugar)."
Esta citação, segundo está no gibi é de "Trecho extraído do livro Bum! A Explosão Criativa dos Quadrinhos, de Moacy Cirne. Legal, né? Talvez eu faça um post sobre isso.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.