sábado, 4 de abril de 2009

OS FILMES QUE MARCARAM
ÉPOCA NA CAICÓ DOS ANOS 50
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o trêiler de
The big heat / Os corruptos
(Fritz Lang, 1953)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2618
Natal, 4 de abril de 2009

A relação do caicoense com o film noir (cujo apogeu se dá nos anos 40 / início dos 50) sempre foi marcante: a trama policial, o tom sombrio do submundo, as mulheres fatais, a ambiguidade moral de "mocinhos" e "bandidos", os personagens masculinos "durões" (e sarcásticos, em alguns momentos), a iluminação das cenas muitas vezes expressionista, a produção sem maiores arroubos materiais, tudo isso nos causava admiração. Não foi diferente com Os corruptos, com Glenn Ford - ator cultuado por todos nós - e Gloria Grahame, quando de sua exibição em Caicó em 1958. Aliás, 1958 foi o ano de uma das mais terríveis secas no sertão nordestino. Não me lembro de ter caído na cidade, de 1° de janeiro a 31 de dezembro, um só pingo de chuva. Mas o Cinema Pax era um oásis para os 15 mil habitantes da nossa Queicuó. Nele, através de seus filmes, esquecíamo-nos da seca e ignorávamos o mundo real da "guerra fria".


CINEMA 1958
Os filmes que vi durante o ano,
sem ordem pereferencial

Em Caicó:
Os corruptos (Lang, 1953)
A um passo da eternidade (Zinnemann, 1953)
A raposa do deserto (Hathaway, 1951)
O drama do deserto (Algar/Disney, 1953)
Os amantes do Tejo (Verneuil, 1955)
A estrada (Oswaldo Sampaio, 1955)
A voz do silêncio (Pabst, 1952)
Desejos proibidos (Ophuls, 1953)
Trágica fatalidade (Allen, 1955)
A morte espera no 322 (Quine, 1954)

Em Campina Grande, no mês de julho:
Janela indiscreta (Hitchcock, 1954)
Tarde demais para esquecer (McCarey, 1954)
Marcado pela sarjeta (Wise, 1956)
Inferno 17 (Wilder, 1952)
Sem lei e sem alma (Sturges, 1957)
Os brutos também amam (Stevens, 1953)

Em Natal, no mês de dezembro:
Grilhões do passado (Welles, 1955)
Doze homens e uma sentença (Lumet, 1957)
O príncipe e a parisiense (Boisrond, 1957), inaugurando o Nordeste
O balão vermelho (Lamorisse, 1956), curta


10 POETAS POTIGUARES
João Batista de Morais Neto
[ in Substantivo Plural ]

Ferreira Itajubá
Jorge Fernandes
José Bezerra Gomes
Zila Mamede
Jarbas Martins
Paulo de Tarso Correia de Melo
Nivaldete Ferreira
Marize Castro
Adriano de Sousa
João Gualberto


SERIADOS DE CINEMA
Paulo de Tarso Correia de Melo
[ in Talhe rupestre - Poesia reunida e inéditos, 2009 ]

O que queria mesmo dizer
Espírito Escarlate,
Marca Rubra
e Adaga de Salomão?


PAIOL
Hercília Fernandes
[ in HF Diante do Espelho ]

E o que eu faço com essa vontade
urgente de me jogar, inteira,
aos favos do Sol?

Com essa saudade ascendente
de flutuar, centelha, no claro
azul do arrebol?

Falas de fogueira,
de pães-de-ló?!...

Eu sou a última e a primeira
a flor de macieira lavrada
em teu paiol.

7 comentários:

Mirse disse...

Bom dia, Moacy!
Adorei o filme. ó que pude ver claro. Que violência bonita! Quem dera fosse assim hoje. Homens bonitos, com olhares penetrantes, enfim AMEI!
Claro, óbvio, evidente Qeu o poma da Hercília encheu de beleza seu blog.

Parabéns, amigo!

Beijos

Mirse definitivamente MIRSE

Francisco Sobreira disse...

Caro Moacy,
"Os Corruptos" é um dos melhores Lang. Inesquecível, por chocante e violenta, a cena em que Lee Marvin joga café quente no rosto de Gloria Grahame, que fica com o rosto fortemente marcado. Um abraço.

Cosmunicando disse...

o balaio hoje tá impregnado de cinema, lindo demais =)

... e o poema da Hercília é de tirar o chapéu, adorei!

beijos Moa

Ruby disse...

Adoro esses clássicos da Golden age, estou comprando e tenho muitos já.

Adriana disse...

tem muitos filmes daí que vi e adorei...
hercília ]fernandes ´uma ótima pedida.

Hercília Fernandes disse...

Moacy, meu querido historiador-poeta.

É sempre uma enorme alegria me enxergar em sua lente visionária e memorialística.

Adoro a cara do Balaio e lhe sou grata por figurar junto a tantas preciosidades de nossa história e cultura.

Forte abraço, poetíssimo!

H.F.

Hercília Fernandes disse...

E...
obrigada a "Lorenzo", a "Mirze" e a "Adriana" pelas expressões de afeto ao poema Paiol. E, a poetisa "Líria Porto" que, através do Balaio, se dirigiu ao HF diante do espelho.

Forte abraço em Todos e Todas,

H.F.