sexta-feira, 9 de outubro de 2009

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para ver, em tempo real,
a partir do espaço - sob a supervisão da NASA -,
o movimento dia/noite do globo terrestre,
tendo como referência a luz do próprio Sol.
Além de ser possível aproximar-se da terra,
até certo ponto, com o mause
(e um simples clique em algum ponto do planeta)
será possível também focalizar

a sua área de interesse.


BALAIO PORRETA 1986
nº 2806
Natal, 9 de outubro de 2009

não faço poesia para não morrer à língua. sabe o que mais: morrerei de qualquer jeito. eu e minha falta de tática para penetrar nos meios oficiais. e para os que acham que sou um matador da gramática, vou sem tino e não me encaixo - assassino embaixo:
(CARITO, in Os Poetas Elétricos)


SEI QUE VENS
Jairo Lima
[ in Bar Papo Furado ]

sei que vens
como se sabe de uma dor que se avizinha
ou como de um pássaro sem canto
se adivinha a presença
pelo rumor do sol

sei que vens
porque as águas já estão sombreadas
porque a luna insone agita o seu lençol de prata
porque o azul da terra, em gritos, se despedaça nos astros
porque o silêncio é vivo e traz memórias de ventos em sua mão cerrada

sei que vens
porque assim me disse a tarde



CANÇÃO DE AMOR
Henrique Pimenta
[ in Poivre ]

Amor é feito mola propulsora
De raios e trovões para o dilúvio
Do ventre meretrício, uma salmoura
No cerne cicatriz do monte fulvo.

A foda se bem dada, com tesoura,
Golfadas de uma Vênus do Vesúvio,
De fada para bruxa de vassoura,
De pompas a abrasões no vaso-vulvo.

Amor não nos dá mole, é todo teso,
É pica feito pedra de indecência,
É pau do paleolítico surpreso

Na presa molhadinha com essências.
Amor é um labirinto tão coeso!
A coisa que nos causa inconsequências...

BALAIO INCOMUN n° 1323
Folha Porreta
Rio, 4 de outubro de 2000

O XIBIU ELÉTRICO

por Ricardo Nunes
(Aracaju, SE)

Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens menos ainda. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado. Orgasmo masculino, não; é aquela coisa que todo mundo vê. Deixa o maior flagrante por onde passa. Diante desse mistério as investigações continuam e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto.

Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema. Vi outro dia no programa do Jô Soares uma sexóloga sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Walita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica.

Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela piriquita na hora do orgasmo, e chegou à conclusão de que, na hora H, a piriquita dispara uma descarga de 250.000 microvolts. Ou seja, cinco pererecas juntas ligadas na hora do “aimeudeus” seria suficiente para acender uma lâmpada. Uma dúzia, então, é capaz de dar partida num fusca com a bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que gozou e, tcham, carregou.

É preciso ter cuidado porque isso não é mais xibiu, é torradeira elétrica. E se der um curto circuito na hora de ”virá o zoinho”, além de vesgo a gente sai com mal de Parkinson. Pensei: camisinha agora é pouco, tem de mandar encapar na Pirelli ou enrolar com fita isolante. E na hora H não tire o pênis nem pise no chão molhado... pode ser pior! É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o biscoito lá na canequinha de sua namorada, perguntar: é 110 ou 220 volts? Senão, depois do que essa mulher falou lá no Jô, pode dar ovo frito no café da manhã... com calabresa.

12 comentários:

Henrique Pimenta disse...

Não, Mestre Moa, jamais faria isso: não vou processá-lo somente para ganhar milhões de dólares...
Estava, de forma ingênua, atualizando as minhas leituras nos blogues parceiros, quando - ei, o que é isso?!
Risos.
Que bom começar o dia com uma surpresinha dessas.
Obrigado, Mestre, por mais "isso".


- Henrique Pimenta

líria porto disse...

viva o bardo!

perereca elétrica/eletrônica! a vida é boa! com trimilique, mais ainda!

besos

Mme. S. disse...

O mundo é uma bola e a vida (não) é uma partida...
O poema do Carito foi rapidamente identificado pelo meu olhar... antes mesmo de ver a referência, claro.
beijos querido, até mais tarde.
s.

nina rizzi disse...

"a terra é azul". talvez o gozo também seja. mas, vegetariana, detesto calabresa, linguiça...

um hino ao amor elétrico, tudo canta o amor.

sim, fiquei sequinha sequinha, recheada das memórias afetivas com a postagem abaixo...

beijo.

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Ótimos os poemas de Jairo Lima e Henrique Pimenta. Febre poética altíssima. Abraço.

Marcelo Novaes disse...

Moa,


Além de poesia e prosa-crônica "plugadas", as razões do Jairo não são furadas.




Abração,








Marcelo.

assis freitas disse...

Um balaio ligado em alta voltagem, gostei.

Jens disse...

Moacy, como sempre você traz informações valiosas sobre a experiência humana na terra. Confesso que fiquei assombrado com as possibilidades energéticas do orgasmo feminino. Como sou um camarada sobretudo prático, estou desenvolvendo contatos com a vizinhança feminina para que me ajude a poupar energia elétrica (como sabes, estou em regime de contenção de despesas). A cena de 10 beldades no salão principal do castelo gerando energia por meio de orgasmos múltiplos é uma visão do paraíso.
Valeu a divulgação, camarada.
O Balaio também é serviço de utilidade pública!

Um abraço e um ótimo feriadão.

Val Du disse...

Oi, Moacy.
Obrigada por ter visitado o meu blog.

Gostei daqui.
Tem muitos temas interessantes e de qualidade.

Abraços.

Cosmunicando disse...

eu adorei os poemas, mas tô me acabando de rir com a piriquita elétrica :))))
beijos

Mulher na Janela disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

salva o domingo um texto assim, sobre os nossos eletrizantes orgasmos!

adorei!!!

Sirlene Araújo disse...

Olá! Voce poderia me informar onde conseguiu o texto do Ricardo Nunes. E, se possivel, quem é o autor? Obrigada.