quinta-feira, 25 de novembro de 2010


GALINHOS, RN
Foto: Thyrone Barbosa Domingos
in Olhares

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Açude Itans
CAICÓ, RN
Foto: Anna Jailma

sábado, 20 de novembro de 2010


Dia da Consciência Negra
Fonte: Poeta na Gaveta (SP)

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Xilogravura
CIRO FERNANDES (PB)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


AMIGOS E AMIGAS DO
SEBO VERMELHO
(em Natal)
QUE VOTARÃO EM
D I L M A
- QUE VOTARÃO 13 -
NO PRÓXIMO DOMINGO:

Abimael Silva - Editor e sebista
Marinho Chagas - Ex-jogador da seleção brasileira
João da Mata Costa - Físico e professor da UFRN
Falves Silva - Poeta visual
Homero Costa - Historiador e prof. da UFRN
João Batista de Morais Neto (João da Rua) -
Poeta e professor do IFRN
Pablo Capistrano - Poeta, professor e filósofo
Muirakytan Macedo - Historiador e prof. da UFRN
Ana de Santana - Poeta e professora da UnP
Inácio Magalhães de Sena ("Bispo de Itaipu") -
Escritor e teólogo
Moacy Cirne - Escritor e prof. (aposentado) da UFF
Fátima Arruda - Cientista e profª da UFRN
Thaíssa de Miranda Moreira - Bacharel em Direito
Thiago de Miranda Moreira - Microempresário
Milton Cirne - Médico-sanitarista
Paulo Augusto - Poeta e jornalista
Terezinha de Jesus - Cantora
George Câmara - Vereador
Jarbas Martins - Poeta e professor da UFRN
Ir. Maria Dionice da Silva - Freira
Alexandre Oliveira - Designer gráfico
Marcelus Bob - Artista plástico
Severino Ramos - Sebista
Antônio Capistrano - Ex-deputado
Marco Polo - Fotógrafo
Sebastião Soares Dantas - Ex-bancário
Antônio Ronaldo - Poeta
Terezinha Bezerra (Tetê) - Professora
Ricardo Brito - Funcionário público
Augusto Lua - Publicitário
Ivan Júnior - Empresário gráfico
Ana Flávia Spinelli - Dentista
Geraldo Spinelli - Comerciante
Júlio César Pimenta - Promotor de eventos
Nelson Rebouças - Produtor cultural
Laércio Marinho de Figueiredo - Cinéfilo
Ilane Ferreira Cavalcanti - Poeta e profª da IFRN
José Marcelino Júnior - Livreiro
Marinho - Corretor de imóveis
"Alma de Vaqueiro" - Funcionário público aposentado
Antônio Medeiros Júnior - Professor da UFRN
Livio Oliveira - Poeta

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010



BALAIO PORRETA 1986

n° 3000
Rio, 22 de abril de 2010


O MEU PRIMEIRO POEMA PUBLICADO
Moacy Cirne

Contrariando
John Donne,
sou uma ilha deserta.
Será que os sinos dobrarão
por mim?

[ in Folha Estudantil, Jardim do Seridó, 2° sem. 1962]


QUEM É O TERCEIRO?
Michelangelo Antonioni
[ in O fio perigoso das coisas, 1983,
trad. Raffaella de Fillippis, 1990 ]

Sempre preciso fazer um grande esforço quando termino um filme para começar a pensar em outro. Mas é a única coisa que me resta fazer e que sei fazer. Às vezes paro num verso que li, a poesia me estimula muito.

Quem é o terceiro que sempre caminha ao seu lado?

Quando um verso se transforma em sentimento não é difícil colocá-lo num filme. Esse de Eliot tentou-me repetidas vezes. Não me dá sossego aquele terceiro que caminha sempre do nosso lado.


COMUNICADO
Com este número, o Balaio encerra suas atividades,
temporariamente.

A todos àqueles que nos prestigiaram, nos últimos 23 anos
e/ou nos últimos meses, os nossos agradecimentos.

Aqueduto de
Conservatória RJ
Foto:
Cahe Fonseca


BALAIO PORRETA 1986
n° 2999
Rio, 22 de abril de 2010


Hoje [ a equipe da Veja] é um desastre total. É um bando de facínoras. A Abril está nas mãos de um grupo sul-africano que era a favor do Apartheid.
[ Mino CARTA, in A Tarde (BA), via Substantivo Plural ]


MÁRMORE
Henriqueta Lisboa
[ in Miradouro e outros poemas, 1976 ]

Mármore seco, nenhum pranto
umedeceu teu corpo liso.
Foi teu destino a solidão,
companheiro perdido.

Se alguém chorasse acaso
sobre teu compacto silêncio,
ao sol secariam as lágrimas
cujo sabor desdenhas.


UM BLOGUE, UMA RECOMENDAÇÃO
Dilma na Web


BARULHO
Lau Siqueira
[ in Poesia Sim ]

palavra
por palavra
minha úlcera
de verbos
tece aos poucos
a membrana
do silêncio

[ do livro O comício das veias ]

ÊXODO
Gilberto Mendonça Teles
[ in Plural de Nuvens, 2006 ]

Chegamos à planície, onde teus olhos
inventarão o azul dos horizontes
escandidos nas unhas, como os versos
na fábula dos dias impossíveis.
Aqui o tempo enrola seus casulos
de terras e de mares estrangeiros.
E o mito desenrola-se nas sedas
da longa solidão que desfazemos.
Nestes campos noturnos nosso povo
construirá seu reino na linguagem
da Terra Prometida, que buscávamos
neste êxodo sem fim, que agora finda.


TEIA
Maria Maria
[ in Espartilho de Eme ]

Para tecer um poema
basta uma aranha.

CECI N'EST PAS UNE POÈME
Assis Freitas
[ in Mil e Um Poemas ]

o corpo enlanguescido
esquece
o líquido soprado na veia

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Foto:
Frank Decker


BALAIO PORRETA 1986
n° 2998
Rio, 21 de abril de 2010


UM GRANDE HERÓI BRASILEIRO?
Frei Caneca.
Outro grande herói? Zumbi dos Palmares.
Mais um? Luiz Maranhão.

Um santo guerreiro? Glauber Rocha.
Uma líder feminista? Berta Lutz.
Uma heroína? Iara Iavelberg.


/UM CONDENADO À MORTE\
Barão de Itararé
(1955)

O juiz aproxima-se do condenado à morte e pergunta-lhe
qual a sua última vontade.

- Ah, senhor juiz. É ver os meus netos.

- Como? Pelo que estou informado, o senhor não é casado,
nem tem filhos.

E o réu, calmamente:

- Está claro que não, mas posso procurar uma noiva, casar-me, ter filhos e ver os meus netos. Agora, se o senhor deseja criar dfiiculdades, é outra coisa.


FEIRA DE CITAÇÕES BOROGODOSAS

[] O assombro é a causa de todo descobrimento.
(Cesare Pavese, 1908-1950)

[] A vida só pode ser compreendida olhando para trás:
mas só pode ser vivida olhando para a frente.
(Soren Kierkgaard, 1813-1855)

[] O desejo é a própria essência do homem.
(Baruch de Spinoza, 1632-1677)

[] Jamais sofri uma mágoa que uma hora de leitura não tenha curado.
(Montesquieu, 1689-1755)

[] A verdade é sempe mais importante que o dogma.
(Henry Lefebvre, 1905-1991)

[] A vida necessita de pausas.
(Carlos Drummond de Andrade, 1902-1987)

[] Maravilhar-se é o primero passo para o descobrimento.
(Louis Pasteur, 1822-1895)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alphonse Mucha,
em 1897,
o ano de
Un coup de Dès (Mallarmé)
Drácula (Stoker)
O homem invisível (Wells)
Os Sobrinhos do Capitão (quadrinhos)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2997
Rio, 20 de abril de 2010



INFERNO ASTRAL
Maria Vieira
[ in Por uma Maria Só ]

O frio recorta as vértebras,
me encolho num canto da sala
pro vento me esquecer.


O TIMONEIRO
Sônia Brandão
[ in O Pássaro Impossível ]

A noite cai sobre o meu barco.
Para onde me levará o vento?


DEFLORAÇÃO
Líria Porto
[ in Tanto Mar ]

a terra molhada
exala um perfume
tão próprio das fêmeas
um cheiro de coito
e dentro em pouco
estará inundada
de verdes de brotos
de intumescências


De GOETHE
[ in Máximas e reflexões ]

Na tradução deve ir-se até ao intraduzível:
só então nos daremos conta da nação estrangeira
e da língua estranha.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cartão postal do início do século XX


BALAIO PORRETA 1986
n° 2996
Rio, 19 de abril de 2010


Nossos parabéns ao
BOTAFOGO
pelo título carioca
conquistado ontem


HORÓSCOPO DA SEMANA


Áries
Acredite nos deuses, nos loucos e nas fadas.
Beba espumantes. Experimente os vinhos de Vênus.
Prove ginga com tapioca, na Redinha, em Natal.
Colecione cartões postais antigos de nus femininos.

Touro
Desafie o seu patrão para um duelo de porrinha.
Vá ao teatro. Vá ao cinema. Vá ao circo. Vá ao bar.
Mergulhe no universo da música medieval.
Colecione gibis dos anos 40 do século passado.

Gêmeos
Conheça a floresta amazônica e os rios de Saturno.
Reveja Hiroshima, mon amour (Resnais).
Visite Porto Alegre. E Florianópolis. E São Paulo.
Colecione fotos de atores e atrizes do cinema europeu.


Câncer
Leia As pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro.
No Rio de Janeiro, visite o Jardim Botânico. E a Lapa, à noite.
Seja um(a) amante dionisíaco(a) em praias desertas.
Colecione cachaças, a começar pela Samanaú, de Caicó.

Leão
Escute Naná Vasconcelos. E Tom Jobim. E Noel Rosa.
Leia os clássicos da literatura brasileira e latino-americana.
Beba sucos variados: de manga, mangaba, caju e cajá.
À maneira de Câmara Cascudo, colecione crepúsculos.

Virgem
Não se esqueça jamais: "Virgindade provoca câncer".
Seja um(a) admirador(a) de São Francisco de Assis.
Visite as ruínas de Pompéia, na Itália, se possível.
Colecione quadrinhos eróticos e/ou de putaria.


Libra
Azul ou encarnado(a), haja sempre com tesão.
Entre Deus e o Diabo, prefira Glauber Rocha.
Uma dica de viagem? O Rio de Janeiro de 1870.
Colecione folhetos de cordel de Leandro Gomes de Barros.

Escorpião
Para ouvir: Bach, Beethoven, Pixinguinha.
Lembre-se das chuvas de antigamente.
Leia Bradbury. Ou Isaac Asimov.
Colecione amores e amantes.


Sagitário
Emocione-se com as auroras e canções de sua terra.
Evite xópins, refrigerantes, jacarés e lobisomens.
Uma dica de leitura? Luís Fernando Veríssimo.
Colecione lamparinas e sonhos inesquecíveis.


Capricórnio
Estude javanês, com James Joyce.

Adquira um rádio, dos bons.
Mergulhe no Brasil dos anos 60.
Colecione livros de Sartre e Camus.

Aquário
Visite os sebos de sua cidade.
Escute música medieval.
Lembre-se: a Terra é a Deusa-Mãe.
Procure colecionar estampas Eucalol.


Peixes
Conheça Trancoso, na Bahia, e Búzios, em Natal.
Releia Faulkner. Ou Hemingway. Ou Truman Capote.
Plante um arco-íris em sua imaginação enlouquecida.
Colecione sonhos libertários e surrealistas.


Serpente
Atenção, mais uma vez: não seja uma serpente venenosa.
O Diabo pode ser seu amigo; só depende de você.
Em Natal, sonhe com auroras prateadas e potengis dourados.
Colecione edições variadas da Bíblia Sagrada.

domingo, 18 de abril de 2010

Clique na imagem
para verouvir o trêiler de
Dr. Fantástico
(Stanley Kubrick, 1964),
um dos filmes fundamentais dos anos 60,
com seu furioso humor antibélico


BALAIO PORRETA 1986
n° 2995
Rio, 18 de abril de 2010


JEREMIAS
Adriano de Sousa
[ in Poesia. Natal, 2008 ]

ai de vós
profetas
ai de vós
poetas
nem mesmo os vossos
vos ouvirão


(IN)FINITUDES
Lou Vilela
[ in Nudez Poética ]

Reconheço-me bem ali
antes do ponto.

A poesia
,contrária ao tempo,
resiste.


FILMES FUNDAMENTAIS DOS ANOS 60
(2a: 1964-1969)

Dr. Fantástico (Kubrick, 1964)
Gertrud (Dreyer, 1964)
Por alguns dólares a mais (Leone, 1965)
Gaviões e passarinhos (Pasolini, 1965)
A batalha de Argel (Pontcorvo, 1965)
Terra em transe (Glauber Rocha, 1967)
A bela da tarde (Buñuel, 1967)
La hora de los hornos (Solanas, 1968)
O estranho caminho de Santiago (Buñuel, 1968)
Teorema (Pasolini, 1968)
Faces (Cassavetes, 1968)
One plus one (Godard, 1968)
Memórias do subdesenvolvimento (Alea, 1068)
O bandido da luz vermelha (Rogério Sganzerla, 1968)
Othon (Straub & Huillet, 1969)
Minha noite com ela (Rohmer, 1969)
O conformista (Bertolucci, 1969)
O açougueiro (Chabrol, 1969)
A cor da romã (Paradjanov, 1969)
Kes (Loach, 1969)

[ Continua ]