segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


CINEMA 2010

Os melhores filmes vistos nos cinemas & centros culturais:


1. A tomada do poder por Luís XIV *** (Rossellini, 1966)

2. No quarto da Vanda *** (Pedro Costa, 2000)

3. Crônica de um verão *** (Rouch, 1960)

4. Filme socialismo ** (Godard, 2010)

5. Essential killing ** (Skolimowski, 2010)

6. Número zero ** (Eutasche, 1971)

7. Vincere ** (Bellocchio, 2009)

8. O segredo dos seus olhos ** (Campanella, 2009)

9. Decálogo, 2 ** (Kieslówski, 1988)

10. Decálogo, 3 ** (Kieslówski, 1988)

11. Ervas daninhas ** (Resnais, 2009)

12. Tudo pode dar certo * (Allen, 2009)

13. Um homem um tanto gentil * (Moland, 2010)

14. Fragmentos de uma conversa com Godard * (Fleischer, 2007)

15. Diário de Sintra * (Paula Gaitán, 2007)

16. Brilho de uma paixão * (Campion, 2009)

17. Mother – A busca pela verdade * (Bong, 2009)

18. A fita branca * (Haneke, 2009)

19. Utopia e barbárie * (Sílvio Tendler, 2009)

20. Abraços partidos * (Almodóvar, 2009)

21. Invictus * (Eastwood, 2009)

22. As melhores coisas do mundo * (Laís Bodansky, 2009)

Em casa:

1. Satantango *** (Tarr, 2004)

2. Muito cedo, muito tarde *** (Straub & Huillet, 1982)

3. Legião invencível ** (Ford, 1949)

4. The Chelsea girl ** (Warhol, 1966)

5. Optical poema ** (Fischinger, 1938), curta/abstração

6. Pacific 231 * (Mitry, 1955), curta


domingo, 26 de dezembro de 2010


FOLHA PORRETA 2010


Acontecências
Fluminense, RJ (Brasileirão)
Internacional, RS (Libertadores)

Arte
Frederico Marcos, RN (Fotografias abstratas)

Bar
Nugrau, RN (em Tabatinga, Natal)

Blogue
http://feriasnoinferno.wordpress.com/ , RN

Buteco
Do Zé Reeira, RN)

Cinema
Diário de Sintra (Paula Gaetán), RJ

Livraria
Folha Seca, RJ

Mídia impressa
Carta Capital, SP

Mídia eletrônica
Carta Maior, SP

Música/cantora
Krystal, RN

Personalidade
Bibica, RN (popular torcedor do Fluminense em Caicó)

Poema/processo
Falves, RN (Projetos)

Poesia
Iracema Macedo (Poemas inéditos e outros escolhidos), RN

Quadrinhos
Biu & Shiko, PB (Blue note)

Restauração
Cinema São Luiz, PE (em Recife)

OS PIORES DO ANO
José Serra, SP
Carnatal, RN
Veja, SP
Folha de S.Paulo, SP
O Globo, RJ
José Agripino Maia, RN
Micarla de Sousa, RN
Jornal Nacional, RJ-SP, TV Globo
Família Cascudo, RN

domingo, 5 de dezembro de 2010


Imagem:
Blog do Torcedor Tricolor

quinta-feira, 25 de novembro de 2010


GALINHOS, RN
Foto: Thyrone Barbosa Domingos
in Olhares

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Açude Itans
CAICÓ, RN
Foto: Anna Jailma

sábado, 20 de novembro de 2010


Dia da Consciência Negra
Fonte: Poeta na Gaveta (SP)

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Xilogravura
CIRO FERNANDES (PB)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


AMIGOS E AMIGAS DO
SEBO VERMELHO
(em Natal)
QUE VOTARÃO EM
D I L M A
- QUE VOTARÃO 13 -
NO PRÓXIMO DOMINGO:

Abimael Silva - Editor e sebista
Marinho Chagas - Ex-jogador da seleção brasileira
João da Mata Costa - Físico e professor da UFRN
Falves Silva - Poeta visual
Homero Costa - Historiador e prof. da UFRN
João Batista de Morais Neto (João da Rua) -
Poeta e professor do IFRN
Pablo Capistrano - Poeta, professor e filósofo
Muirakytan Macedo - Historiador e prof. da UFRN
Ana de Santana - Poeta e professora da UnP
Inácio Magalhães de Sena ("Bispo de Itaipu") -
Escritor e teólogo
Moacy Cirne - Escritor e prof. (aposentado) da UFF
Fátima Arruda - Cientista e profª da UFRN
Thaíssa de Miranda Moreira - Bacharel em Direito
Thiago de Miranda Moreira - Microempresário
Milton Cirne - Médico-sanitarista
Paulo Augusto - Poeta e jornalista
Terezinha de Jesus - Cantora
George Câmara - Vereador
Jarbas Martins - Poeta e professor da UFRN
Ir. Maria Dionice da Silva - Freira
Alexandre Oliveira - Designer gráfico
Marcelus Bob - Artista plástico
Severino Ramos - Sebista
Antônio Capistrano - Ex-deputado
Marco Polo - Fotógrafo
Sebastião Soares Dantas - Ex-bancário
Antônio Ronaldo - Poeta
Terezinha Bezerra (Tetê) - Professora
Ricardo Brito - Funcionário público
Augusto Lua - Publicitário
Ivan Júnior - Empresário gráfico
Ana Flávia Spinelli - Dentista
Geraldo Spinelli - Comerciante
Júlio César Pimenta - Promotor de eventos
Nelson Rebouças - Produtor cultural
Laércio Marinho de Figueiredo - Cinéfilo
Ilane Ferreira Cavalcanti - Poeta e profª da IFRN
José Marcelino Júnior - Livreiro
Marinho - Corretor de imóveis
"Alma de Vaqueiro" - Funcionário público aposentado
Antônio Medeiros Júnior - Professor da UFRN
Livio Oliveira - Poeta

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010



BALAIO PORRETA 1986

n° 3000
Rio, 22 de abril de 2010


O MEU PRIMEIRO POEMA PUBLICADO
Moacy Cirne

Contrariando
John Donne,
sou uma ilha deserta.
Será que os sinos dobrarão
por mim?

[ in Folha Estudantil, Jardim do Seridó, 2° sem. 1962]


QUEM É O TERCEIRO?
Michelangelo Antonioni
[ in O fio perigoso das coisas, 1983,
trad. Raffaella de Fillippis, 1990 ]

Sempre preciso fazer um grande esforço quando termino um filme para começar a pensar em outro. Mas é a única coisa que me resta fazer e que sei fazer. Às vezes paro num verso que li, a poesia me estimula muito.

Quem é o terceiro que sempre caminha ao seu lado?

Quando um verso se transforma em sentimento não é difícil colocá-lo num filme. Esse de Eliot tentou-me repetidas vezes. Não me dá sossego aquele terceiro que caminha sempre do nosso lado.


COMUNICADO
Com este número, o Balaio encerra suas atividades,
temporariamente.

A todos àqueles que nos prestigiaram, nos últimos 23 anos
e/ou nos últimos meses, os nossos agradecimentos.

Aqueduto de
Conservatória RJ
Foto:
Cahe Fonseca


BALAIO PORRETA 1986
n° 2999
Rio, 22 de abril de 2010


Hoje [ a equipe da Veja] é um desastre total. É um bando de facínoras. A Abril está nas mãos de um grupo sul-africano que era a favor do Apartheid.
[ Mino CARTA, in A Tarde (BA), via Substantivo Plural ]


MÁRMORE
Henriqueta Lisboa
[ in Miradouro e outros poemas, 1976 ]

Mármore seco, nenhum pranto
umedeceu teu corpo liso.
Foi teu destino a solidão,
companheiro perdido.

Se alguém chorasse acaso
sobre teu compacto silêncio,
ao sol secariam as lágrimas
cujo sabor desdenhas.


UM BLOGUE, UMA RECOMENDAÇÃO
Dilma na Web


BARULHO
Lau Siqueira
[ in Poesia Sim ]

palavra
por palavra
minha úlcera
de verbos
tece aos poucos
a membrana
do silêncio

[ do livro O comício das veias ]

ÊXODO
Gilberto Mendonça Teles
[ in Plural de Nuvens, 2006 ]

Chegamos à planície, onde teus olhos
inventarão o azul dos horizontes
escandidos nas unhas, como os versos
na fábula dos dias impossíveis.
Aqui o tempo enrola seus casulos
de terras e de mares estrangeiros.
E o mito desenrola-se nas sedas
da longa solidão que desfazemos.
Nestes campos noturnos nosso povo
construirá seu reino na linguagem
da Terra Prometida, que buscávamos
neste êxodo sem fim, que agora finda.


TEIA
Maria Maria
[ in Espartilho de Eme ]

Para tecer um poema
basta uma aranha.

CECI N'EST PAS UNE POÈME
Assis Freitas
[ in Mil e Um Poemas ]

o corpo enlanguescido
esquece
o líquido soprado na veia

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Foto:
Frank Decker


BALAIO PORRETA 1986
n° 2998
Rio, 21 de abril de 2010


UM GRANDE HERÓI BRASILEIRO?
Frei Caneca.
Outro grande herói? Zumbi dos Palmares.
Mais um? Luiz Maranhão.

Um santo guerreiro? Glauber Rocha.
Uma líder feminista? Berta Lutz.
Uma heroína? Iara Iavelberg.


/UM CONDENADO À MORTE\
Barão de Itararé
(1955)

O juiz aproxima-se do condenado à morte e pergunta-lhe
qual a sua última vontade.

- Ah, senhor juiz. É ver os meus netos.

- Como? Pelo que estou informado, o senhor não é casado,
nem tem filhos.

E o réu, calmamente:

- Está claro que não, mas posso procurar uma noiva, casar-me, ter filhos e ver os meus netos. Agora, se o senhor deseja criar dfiiculdades, é outra coisa.


FEIRA DE CITAÇÕES BOROGODOSAS

[] O assombro é a causa de todo descobrimento.
(Cesare Pavese, 1908-1950)

[] A vida só pode ser compreendida olhando para trás:
mas só pode ser vivida olhando para a frente.
(Soren Kierkgaard, 1813-1855)

[] O desejo é a própria essência do homem.
(Baruch de Spinoza, 1632-1677)

[] Jamais sofri uma mágoa que uma hora de leitura não tenha curado.
(Montesquieu, 1689-1755)

[] A verdade é sempe mais importante que o dogma.
(Henry Lefebvre, 1905-1991)

[] A vida necessita de pausas.
(Carlos Drummond de Andrade, 1902-1987)

[] Maravilhar-se é o primero passo para o descobrimento.
(Louis Pasteur, 1822-1895)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alphonse Mucha,
em 1897,
o ano de
Un coup de Dès (Mallarmé)
Drácula (Stoker)
O homem invisível (Wells)
Os Sobrinhos do Capitão (quadrinhos)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2997
Rio, 20 de abril de 2010



INFERNO ASTRAL
Maria Vieira
[ in Por uma Maria Só ]

O frio recorta as vértebras,
me encolho num canto da sala
pro vento me esquecer.


O TIMONEIRO
Sônia Brandão
[ in O Pássaro Impossível ]

A noite cai sobre o meu barco.
Para onde me levará o vento?


DEFLORAÇÃO
Líria Porto
[ in Tanto Mar ]

a terra molhada
exala um perfume
tão próprio das fêmeas
um cheiro de coito
e dentro em pouco
estará inundada
de verdes de brotos
de intumescências


De GOETHE
[ in Máximas e reflexões ]

Na tradução deve ir-se até ao intraduzível:
só então nos daremos conta da nação estrangeira
e da língua estranha.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cartão postal do início do século XX


BALAIO PORRETA 1986
n° 2996
Rio, 19 de abril de 2010


Nossos parabéns ao
BOTAFOGO
pelo título carioca
conquistado ontem


HORÓSCOPO DA SEMANA


Áries
Acredite nos deuses, nos loucos e nas fadas.
Beba espumantes. Experimente os vinhos de Vênus.
Prove ginga com tapioca, na Redinha, em Natal.
Colecione cartões postais antigos de nus femininos.

Touro
Desafie o seu patrão para um duelo de porrinha.
Vá ao teatro. Vá ao cinema. Vá ao circo. Vá ao bar.
Mergulhe no universo da música medieval.
Colecione gibis dos anos 40 do século passado.

Gêmeos
Conheça a floresta amazônica e os rios de Saturno.
Reveja Hiroshima, mon amour (Resnais).
Visite Porto Alegre. E Florianópolis. E São Paulo.
Colecione fotos de atores e atrizes do cinema europeu.


Câncer
Leia As pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro.
No Rio de Janeiro, visite o Jardim Botânico. E a Lapa, à noite.
Seja um(a) amante dionisíaco(a) em praias desertas.
Colecione cachaças, a começar pela Samanaú, de Caicó.

Leão
Escute Naná Vasconcelos. E Tom Jobim. E Noel Rosa.
Leia os clássicos da literatura brasileira e latino-americana.
Beba sucos variados: de manga, mangaba, caju e cajá.
À maneira de Câmara Cascudo, colecione crepúsculos.

Virgem
Não se esqueça jamais: "Virgindade provoca câncer".
Seja um(a) admirador(a) de São Francisco de Assis.
Visite as ruínas de Pompéia, na Itália, se possível.
Colecione quadrinhos eróticos e/ou de putaria.


Libra
Azul ou encarnado(a), haja sempre com tesão.
Entre Deus e o Diabo, prefira Glauber Rocha.
Uma dica de viagem? O Rio de Janeiro de 1870.
Colecione folhetos de cordel de Leandro Gomes de Barros.

Escorpião
Para ouvir: Bach, Beethoven, Pixinguinha.
Lembre-se das chuvas de antigamente.
Leia Bradbury. Ou Isaac Asimov.
Colecione amores e amantes.


Sagitário
Emocione-se com as auroras e canções de sua terra.
Evite xópins, refrigerantes, jacarés e lobisomens.
Uma dica de leitura? Luís Fernando Veríssimo.
Colecione lamparinas e sonhos inesquecíveis.


Capricórnio
Estude javanês, com James Joyce.

Adquira um rádio, dos bons.
Mergulhe no Brasil dos anos 60.
Colecione livros de Sartre e Camus.

Aquário
Visite os sebos de sua cidade.
Escute música medieval.
Lembre-se: a Terra é a Deusa-Mãe.
Procure colecionar estampas Eucalol.


Peixes
Conheça Trancoso, na Bahia, e Búzios, em Natal.
Releia Faulkner. Ou Hemingway. Ou Truman Capote.
Plante um arco-íris em sua imaginação enlouquecida.
Colecione sonhos libertários e surrealistas.


Serpente
Atenção, mais uma vez: não seja uma serpente venenosa.
O Diabo pode ser seu amigo; só depende de você.
Em Natal, sonhe com auroras prateadas e potengis dourados.
Colecione edições variadas da Bíblia Sagrada.

domingo, 18 de abril de 2010

Clique na imagem
para verouvir o trêiler de
Dr. Fantástico
(Stanley Kubrick, 1964),
um dos filmes fundamentais dos anos 60,
com seu furioso humor antibélico


BALAIO PORRETA 1986
n° 2995
Rio, 18 de abril de 2010


JEREMIAS
Adriano de Sousa
[ in Poesia. Natal, 2008 ]

ai de vós
profetas
ai de vós
poetas
nem mesmo os vossos
vos ouvirão


(IN)FINITUDES
Lou Vilela
[ in Nudez Poética ]

Reconheço-me bem ali
antes do ponto.

A poesia
,contrária ao tempo,
resiste.


FILMES FUNDAMENTAIS DOS ANOS 60
(2a: 1964-1969)

Dr. Fantástico (Kubrick, 1964)
Gertrud (Dreyer, 1964)
Por alguns dólares a mais (Leone, 1965)
Gaviões e passarinhos (Pasolini, 1965)
A batalha de Argel (Pontcorvo, 1965)
Terra em transe (Glauber Rocha, 1967)
A bela da tarde (Buñuel, 1967)
La hora de los hornos (Solanas, 1968)
O estranho caminho de Santiago (Buñuel, 1968)
Teorema (Pasolini, 1968)
Faces (Cassavetes, 1968)
One plus one (Godard, 1968)
Memórias do subdesenvolvimento (Alea, 1068)
O bandido da luz vermelha (Rogério Sganzerla, 1968)
Othon (Straub & Huillet, 1969)
Minha noite com ela (Rohmer, 1969)
O conformista (Bertolucci, 1969)
O açougueiro (Chabrol, 1969)
A cor da romã (Paradjanov, 1969)
Kes (Loach, 1969)

[ Continua ]

sábado, 17 de abril de 2010

Sessão Nostalgia:
Veronika Lake
(1919-1973)
# Atenção - Não deixe de clicar na imagem #
Alguns de seus principais filmes:
Contrastes humanos ** (Sturges, 1942)
Casei-me com uma feiticeira * (Clair, 1942)
É preciso [re]ver:
Alma torturada (Tuttle, 1942)
Capitulou sorrindo (Heisler, 1942)
Legião branca (Sandrich, 1943)
A dália azul (Marshall, 1946)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2994
Rio, 17 de abril de 2010


Deus e o Diabo na Terra do Sol
KINEMA
Recomendamos o texto de
Carlos de Souza
sobre o filme de Glauber Rocha
(Clique aqui)

"Assistir a Deus e o Diabo é uma experiência artística única. Tudo é estetizado a partir da realidade. No mundo de Glauber tudo é real e ao mesmo tempo é imaginário. As cenas de violência são claramente falseadas. Você vê que o ator apenas simula o gesto. Não há compromisso com o realismo do cinema. Tudo é teatralizado. Aliás, desconfio que as marcações para a movimentação dos atores têm muito de Brecht. No entanto é tudo tão real!"


OS POETAS PÓS-CANÔNICOS

segundo
Jarbas Martins
[ in Substantivo Plural ]

1. Antonio Cícero
2. Arnaldo Antunes
3. Carito
4. Chacal
5. Gustavo de Castro
6. Josely Vianna
7. Líria Porto
8. Nina Rizzi
9. Paulo Leminski
10. Waly Salomão


A GLOBAL E CASCUDO

Há uma pergunta que não pode deixar de ser feita em Natal e em toda a terra potiguar: por que a Academia Norte-Riograndense de Letras, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, a família de Luís da Câmara Cascudo e os ensaístas que estudam a sua obra ainda não se pronunciaram, quase dez anos depois, sobre o crime editorial cometido pela Global, de São Paulo, contra o Dicionário do folclore brasileiro, visivelmente adulterado em sua mais recente edição? Entre nós, somente alguns poucos jornalistas levantaram a questão. Enquanto isso, outros preferiram e/ou preferem se reportar a um fato literário, de caráter político-simbólico-ideológico, ocorrido no distante 1968 envolvendo o poema/processo e a obra cascudiana, ignorando o lamentável e recente episódio nada simbólico, já que concreto em sua essência cultural e mercadológica, patrocinado pela editora paulista. E em nome de quê? De uma suposta e equivocada "atualização", quando Cascudo já não mais se encontrava vivo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aqui, em Campina Grande, PB,
reside um dos maiores tricolores do país:
o meu tio Walfredo Cirne.
Com ele - e outros tios queridos,
e mais a minha admiração por Telê, Didi e Castilho -,
aprendi a amar o Fluminense.
Para todo o sempre.


BALAIO PORRETA 1986
n° 2993
Rio, 16 de abril de 2010


ROMPIMENTO
Maria Maria
[ in Espartilho de Eme ]

Quando me impediram de falar,
silenciei.

Quando me imperdiram de gritar,
ocultei-me.

Quando me impediram de ser quem eu sou,
tirei todas as minhas roupas e

andei nua pelo mundo.


CASTELO DELUSÃO
Henrique Pimenta
[ in Bar do Bardo ]

As pedras gigantescas do meu Sonho -
contenho o Continente da Vazão...
Matéria consistente que lhe ponho -
componho o meu Castelo Delusão...

Desejos com esperma lhe disponho;
sonetos de mau gosto, sem visão;
temores ancestrais deste bisonho;
preguiça de morrer deste cuzão.

Castelo, Castelinho, Grão Nanico,
é o velho Zé Limeira que prediz,
gargalha à sua forma de penico.

Não sou do que é Suor nem pela Lida.
Não sou eu d'Aragão nem um d'Avis.
Não sou pelo Constructo. Sou da vida!


Poema de
JOSÉ BEZERRA GOMES
(Currais Novos, RN)

Todos
Irmãos


MONÓLOGO
Barão de Itararé
[ in Almanhaque 1955 / 1º Semestre ]

Eu tinha doze garrafas de uísque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, por que senão...

- Assim seja! Seja feita a vossa vontade - disse eu, humildemente, e comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa.

Tirei a rolha da primeira garrafa e despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo que bebi.

Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo que virei.

Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia, com exceção de um copo que empinei.

Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa que bebi.

Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção.

Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com exceção da rolha.

Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da garrafa, arrolhei o copo e bebi por exceção.

Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito de acordo com as ordens de minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem.

Segurei, então, a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram, ao todo, exatamente 39. Para me certificar de que não havia engano, contei tudo outra vez e, quando terminei, já encontrei um total de 93, o que dá certo, quando as coisas andam de pernas para o ar. Como a casa, nesse momento, passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para controlar as minhas contas e recontei todas as casas, copos, rolhas, pias e garrafas, menos aquelas duas, que escondi no banheiro e que eu acho que não vão chegar até amanhã, por que estou com uma sede louca...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sessão Nostalgia:
Gene Tierney
(1920-1991)
Alguns de seus principais filmes:
Laura *** (Preminger, 1944)
O diabo disse não ** (Lubitsch, 1943)
Tempestade sobre Washington * (Preminger, 1962)
A volta de Frank James * (Lang, 1940)
Sombras do mal * (Dassin, 1950)
Amar foi minha ruína * (Stahal, 1945)
Precisam ser [re]vistos:
Caminho áspero (Ford, 1941)
Paixão oriental (Hathaway, 1942)
O fio da navalha (Goulding, 1946)
O fantasma apaixonado (Mankiewicz, 1947)
Passos na noite (Preminger, 1950)


BALAIO PORRETA 1986
n° 2992
Rio, 15 de abril de 2010


O CÂNONE POTIGUARRIOGRANDENSEDONORTE
João da Mata Costa
[ in Substantivo Plural ]

PROSA

Luis da Câmara Cascudo
José Bezerra Gomes
Polycarpo Feitosa
Edgar Barbosa
M. Rodrigues de Melo
Oswaldo Lamartine
Otacílio Alecrim
Sanderson Negreiros
Henrique Castriciano
Anchieta Fernandes

POESIA

Nei Leandro de Castro
Jorge Fernandes
Luis Carlos Guimarães
Miguel Cirilo
Zila Mamede
Iracema Macedo
Othoniel Menezes
Ferreira Itajubá
Walfran Queiroz
Adriano de Sousa

MÚSICA

Waldemar de Almeida
Oswaldo de Souza
Henrique Brito
Tico da Costa
K'ximbinho
Ademilde Fonseca
Tonheca Dantas
Felinto Lúcio
Nozinho
Elino Julião

PINTURA

Newton Navarro
Dorian Gray
Erasmo Xavier
Leopoldo Nelson
Marcelus Bob
Assis Marinho
Levi
Thomé
Socorro Evangelista
Vatenor

ESCULTURA, MARCHETERIA E OUTRAS ARTES

Palatinik
Zaira Caldas
Manxa
Xico Santeiro
Jordão
João Natal
Ulisses Leopoldo
Luzia Dantas
Carbone
Seu Santos

PS. O Rio Grande do Norte possui uma rica e diversificada cultura nos mais diferentes campos do fazer artístico. Muitos desses artistas alcançaram fama nacional e internacional. Essa arte – muitas vezes, é desconhecida dos próprios norte-riograndense. Selecionamos os dez mais em algumas áreas da cultura: literatura, música e artes plásticas, mesmo sabendo as lacunas e que muitos dos artistas são multimídias e podem atuar em diferentes áreas dessa pobre compartimentalização.


OVERLETRAS
uma overdose de letras
Carito
[ in Os Poetas Elétricos ]

1.
No início
Era o verbo
Depois
O vício

2.
Na ótica narcótica de quem escreve
A palavra larveia
Serve e ferve a verve
Na veia

3.
O sujeito corre
Particípio do passado
Quando morre

4.
Uns vão de lambreta
Outros ao pé
Da letra

5.
Invento
De tocar o som da palavra com palheta ou ampulheta
Para perder
Tempo

6.
Escrevo
Escravo
Brigo com a rosa
Pra mudar o rumo da prosa

7.
Voyerizo o que escrevo
Numa nova modalidade de punheta
Com medo de engravidar a palavra
Gozo fora do texto



ah!ah!ahhax
xcfghhhhhhrb
jjrwwwwwwwkiyer
wc06fmsrvxbfdefbsv
nsgdybjshhsjjsboh!OH!OH!
gbdggxretypqpmmanbccsffwim
x56bdçpinbsfFGJDAH!AH!wbnj
HjycbmhHSKKSKDBGTRTIOSLMSB
NSGWRRTUNDKIWTVSDAW
TOPOH!AH!AH!AH!MMDNNNG
HUMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!